Rastreamentos no adulto

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Questão 12
ENAMED · 2026

Homem de 52 anos, branco, solteiro, comparece à consulta agendada na Unidade Básica de Saúde (UBS) desejando realizar revisão clínica e exames laboratoriais. Desde os 35 anos não faz acompanhamento de saúde. Relata história familiar de diabetes e hipertensão, e a mãe faleceu com câncer de pulmão. Sem história familiar de câncer de próstata. Fuma cerca de 2 maços por dia há 21 anos. Exame físico: pressão arterial de 120 x 80 mmHg, índice de massa corporal de 23 kg/m2, sem outras alterações.

Considerando as recomendações de rastreamento para esse paciente, o médico de família e comunidade deve
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Rastreamento não é uma bateria inespecífica de exames. Cada teste deve ter benefício demonstrado para a idade, o risco e a população. Aos 52 anos, este paciente deve ter o risco cardiovascular estimado, com perfil lipídico e avaliação glicêmica favorecida pela idade e pela história familiar; também está na faixa de rastreamento do câncer colorretal por teste de sangue oculto nas fezes, conforme estratégias adotadas na atenção primária.

PSA e toque retal não devem ser solicitados automaticamente em homem assintomático sem história familiar. A decisão sobre rastreamento prostático exige informação sobre benefícios e danos e decisão compartilhada. Hemograma, creatinina e radiografia de tórax também não são exames universais de revisão. Radiografia de tórax não reduz mortalidade por câncer de pulmão.

Há uma atualização importante: diretrizes internacionais atuais recomendam discutir tomografia de tórax de baixa dose anual em pessoas de 50 a 80 anos com pelo menos 20 anos-maço, fumantes atuais ou que cessaram há menos de 15 anos. Este homem soma 42 anos-maço e preencheria esse critério internacional. Isso não torna a alternativa A correta, porque ela oferece radiografia simples, e o rastreamento por tomografia de baixa dose ainda não corresponde a um programa populacional universalmente organizado no SUS.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Mistura exames potencialmente úteis com hemograma, creatinina, PSA, toque retal e radiografia de tórax sem indicação rotineira. Colonoscopia pode ser método de rastreamento, mas não precisa ser o exame inicial universal em pessoa de risco habitual.

B) Incorreta. Acerta a abordagem do tabagismo e parte dos rastreamentos, mas inclui PSA e toque retal como rotina, sem decisão compartilhada, e não contempla adequadamente outras infecções rastreáveis na atenção primária.

C) Incorreta. Cessação do tabagismo é prioritária, mas não se deve adiar avaliações já pertinentes aos 52 anos, como risco cardiometabólico e rastreamento colorretal.

D) Correta (gabarito). É a alternativa que melhor reúne avaliação cardiometabólica, rastreamento colorretal, oferta de testes para infecções relevantes e intervenção ativa para cessação do tabagismo, sem acrescentar PSA, toque retal ou radiografia de tórax como rotina.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é confundir consulta preventiva com solicitação indiscriminada de exames.

  • PSA exige decisão compartilhada; radiografia de tórax não rastreia câncer de pulmão.

  • Fumante de 52 anos com 42 anos-maço preenche critérios internacionais atuais para discutir tomografia de baixa dose, não radiografia simples.

  • Rastreamento colorretal já é pertinente nessa faixa etária.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Rastreamentos no adulto” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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