Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade.
A pegadinha é considerar perfil biofísico normal como garantia prolongada: bem-estar fetal é uma fotografia do momento.
A OMS recomenda indução a partir de 41 semanas completas quando a datação é segura.
Se houver espera curta, faça vigilância seriada com cardiotocografia e avaliação do líquido amniótico.
O recorte que mais cai é não ultrapassar 42 semanas sem plano de interrupção.
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Contexto
Gestação com 41 semanas completas apresenta aumento progressivo do risco de insuficiência placentária, oligodrâmnio, líquido meconial, macrossomia, distocia e óbito perinatal. Um perfil biofísico normal informa bem-estar no momento do exame, mas não garante segurança por vários dias e não autoriza prolongamento indefinido.
A recomendação da OMS de 2022 é oferecer indução do parto quando a idade gestacional, datada com segurança, alcança 41 semanas completas. A alternativa D reflete uma estratégia ainda usada em protocolos de vigilância, com cardiotocografia e avaliação do líquido amniótico ou perfil biofísico a cada dois ou três dias enquanto a indução é organizada, sem ultrapassar 41 semanas e 6 dias. Pela recomendação atual, porém, não é necessário esperar esse limite para oferecer a indução; ela já deve ser discutida e programada às 41 semanas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Repouso não previne insuficiência placentária, e aguardar passivamente até depois de 42 semanas expõe mãe e feto a risco crescente.
B) Incorreta. Dopplervelocimetria é útil em situações como restrição de crescimento e doença placentária, mas não é o principal método rotineiro para decidir o manejo de uma gestação prolongada de risco habitual.
C) Incorreta. Amnioscopia tem baixa utilidade e não integra a vigilância contemporânea. A presença ou ausência de mecônio não substitui avaliação fetal nem define isoladamente o momento da indução.
D) Correta (gabarito). É a única alternativa que associa vigilância seriada a planejamento de indução antes de 42 semanas. À luz da OMS 2022, a indução deve ser oferecida já ao completar 41 semanas, e a vigilância cobre apenas o curto intervalo até sua realização ou uma conduta expectante informada.