Lesões precursoras do colo uterino

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Questão 83
ENAMED · 2026

Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, comparece à consulta com o médico de família e comunidade para realização do seu primeiro exame preventivo. O médico realiza a coleta de citologia oncótica. Após 3 semanas, a paciente retorna com o resultado “presença de lesão intraepitelial de baixo grau”.

Considerando esse resultado, qual é a conduta adequada do médico?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, ou LSIL, representa efeito citopático do HPV e alterações compatíveis com neoplasia intraepitelial cervical de baixo grau. A maioria das infecções pelo HPV é transitória e regride por ação imune, motivo pelo qual o protocolo citológico tradicional admite observação antes da colposcopia.

Pelas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero de 2016, mulheres com 25 anos ou mais e LSIL devem repetir a citologia em 6 meses. Se a citologia de controle for negativa, realiza-se nova coleta no intervalo recomendado pelo protocolo antes do retorno ao rastreamento habitual; se houver persistência ou agravamento, indica-se colposcopia.

As Diretrizes Brasileiras de 2025 iniciaram a substituição gradual da citologia pelo rastreamento primário com teste molecular para DNA-HPV oncogênico. Entretanto, o Papanicolau permanece disponível durante a transição, e esta questão cobra o algoritmo citológico de 2016 para um resultado LSIL já emitido.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Ultrassonografia transvaginal avalia útero, endométrio e anexos, mas não identifica adequadamente alterações microscópicas do epitélio cervical causadas pelo HPV.

B) Correta (gabarito). Pelo algoritmo citológico cobrado, a mulher com 32 anos e LSIL deve repetir o exame citopatológico em 6 meses para verificar regressão, persistência ou progressão.

C) Incorreta. A colposcopia imediata não é a primeira conduta do protocolo citológico tradicional para LSIL em mulher imunocompetente de 32 anos. Torna-se indicada diante de persistência ou alteração mais grave.

D) Incorreta. A repetição imediata não acrescenta informação, porque não houve tempo para regressão da infecção nem mudança citológica relevante.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é enviar toda citologia alterada para colposcopia. No algoritmo citológico brasileiro, LSIL em mulher com 25 anos ou mais repete em 6 meses.

  • ASC-H e HSIL têm maior risco de lesão significativa e exigem investigação mais rápida.

  • O rastreamento brasileiro está migrando para DNA-HPV, mas a citologia continua sendo usada onde o novo método ainda não foi implantado.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Lesões precursoras do colo uterino” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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