Choque hemorrágico no trauma

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Questão 67
ENAMED · 2026

Paciente do sexo masculino, 26 anos, está sendo atendido em via pública, vítima de disparo de arma de fogo em braço direito. O trauma ocorreu cerca de 15 minutos antes da chegada da equipe de atendimento pré-hospitalar. Ao exame, o paciente se encontra pálido, pele fria, sudoreico, frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 90 x 50 mmHg e escala de coma de Glasgow de 15. A equipe de socorristas não possui hemoderivados disponíveis. Exame físico de cabeça, pescoço, tórax e abdome sem alterações, incluindo a região posterior do paciente. Presença de ferida perfuro-contusa em região medial do terço distal do braço direito, apresentando hemorragia pulsátil em grande volume.

Considerando o atendimento pré-hospitalar do paciente, deve-se realizar
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Há choque hemorrágico por sangramento arterial externo de extremidade: hemorragia pulsátil, taquicardia, hipotensão, palidez, pele fria e sudorese. No atendimento pré-hospitalar, o primeiro objetivo é interromper a perda sanguínea, seguindo a prioridade de controle de hemorragia exsanguinante incorporada ao xABCDE.

O ATLS 11, lançado em 2025, reforça compressão direta, preenchimento da ferida quando apropriado e torniquete para hemorragia grave de extremidade que não cessa rapidamente ou não permite compressão eficaz. O torniquete deve ser colocado proximal à lesão, sobre segmento ósseo e nunca sobre articulação, apertado até cessar o sangramento e ter o horário registrado. Não se deve explorar a ferida nem pinçar vasos às cegas no cenário pré-hospitalar.

A ressuscitação moderna prioriza hemoderivados e limita cristaloides. Como a equipe não dispõe de sangue, a solução fisiológica é a única opção aceitável entre as alternativas, em volume cauteloso durante transporte rápido para controle cirúrgico. Albumina e solução glicofisiológica não são fluidos iniciais de ressuscitação do trauma.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Dissecção e pinçamento podem ampliar lesão vascular, nervosa e tecidual e não pertencem ao atendimento na via pública. Albumina não oferece vantagem na ressuscitação hemorrágica inicial.

B) Incorreta. A exploração da ferida é inadequada, e solução glicofisiológica não fornece expansão intravascular apropriada para choque hemorrágico.

C) Correta (gabarito). A sequência de compressão local seguida de torniquete proximal, fora da articulação, controla a fonte externa. Na indisponibilidade de hemoderivados, soro fisiológico pode ser usado de modo restritivo enquanto se acelera o transporte.

D) Incorreta. O método de controle da hemorragia está correto, mas albumina não é recomendada como reposição inicial no trauma hemorrágico e pode atrasar a estratégia adequada.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é tentar hemostasia cirúrgica na rua. Controle externo rápido e transporte para hemostasia definitiva são a conduta.

  • Torniquete eficaz é apertado até o sangramento cessar, tem horário registrado e não deve ser afrouxado periodicamente.

  • Quando disponíveis, sangue e componentes substituem grandes volumes de cristaloide; sem sangue, use o mínimo necessário para perfusão até o controle da fonte.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Choque hemorrágico no trauma” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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