Convulsão febril e epilepsias na infância

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Questão 73
ENAMED · 2026

Criança de 2 anos encaminhada ao matriciamento de pediatria, com história de ter apresentado há 7 dias uma crise tônico-clônica generalizada em vigência de temperatura axilar de 39,3 °C, duração de 2 minutos, sem recorrência em 24 horas. Naquela ocasião foi realizado exame físico e neurológico, compatível com infecção viral de vias aéreas superiores, sem outras alterações.

A conduta adequada nesse caso é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A criança apresentou convulsão febril simples: idade entre 6 meses e 5 anos, crise generalizada, duração inferior a 15 minutos, episódio único em 24 horas e exame neurológico normal após a crise.

A avaliação deve concentrar-se na causa da febre. Eletroencefalograma, neuroimagem e exames laboratoriais não são solicitados rotineiramente, pois não melhoram o prognóstico nem predizem adequadamente recorrência ou epilepsia. Punção lombar é reservada para sinais de meningite ou situações em que a avaliação clínica não permita excluí-la.

A profilaxia contínua com fenobarbital ou valproato não é recomendada, porque os efeitos adversos superam a redução modesta das recorrências. Antitérmicos melhoram o conforto, mas não impedem novas convulsões febris.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O eletroencefalograma não prediz recorrência nem risco futuro de epilepsia após convulsão febril simples e pode mostrar alterações inespecíficas que geram investigação desnecessária.

B) Incorreta. Barbitúricos não previnem epilepsia e podem causar sedação, alterações cognitivas e comportamentais. Profilaxia anticonvulsivante contínua não é indicada nesse quadro benigno.

C) Correta (gabarito). A crise atende a todos os critérios de convulsão febril simples. A conduta é tranquilizar a família, orientar primeiros socorros e manter acompanhamento pediátrico habitual.

D) Incorreta. Exames laboratoriais e de imagem seriam guiados por sinais de infecção grave, distúrbio metabólico, traumatismo, hipertensão intracraniana ou alteração neurológica persistente, ausentes no caso.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é investigar o cérebro de toda criança que convulsiona com febre. Na convulsão febril simples, investigue a causa da febre.

  • Focalidade, duração de 15 minutos ou mais ou repetição em 24 horas basta para classificar a crise como complexa.

  • Durante a crise, coloque a criança em posição lateral, proteja-a contra traumas e não introduza objetos ou medicamentos na boca.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Convulsão febril e epilepsias na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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