A violência contra adolescentes pode ter várias causas e atores. Os sinais que demonstram essas ações podem ser indiretos, mas devem ser observados pelos profissionais da saúde.
A pegadinha é atribuir qualquer equimose à violência; procure lesões de idades diferentes, distribuição suspeita e relato incompatível ou evasivo.
Suspeita já basta para notificar e comunicar ao Conselho Tutelar.
Não confronte nem investigue como polícia; acolha, registre objetivamente e acione a rede de proteção.
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Contexto
O Estatuto da Criança e do Adolescente determina que casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos sejam obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar. No sistema de saúde, a violência também deve ser registrada na ficha de notificação compulsória. Não é necessário comprovar a agressão nem obter confissão; a função do profissional é reconhecer sinais, cuidar, documentar e acionar a rede de proteção.
Equimoses em diferentes estágios de evolução sugerem episódios traumáticos repetidos. Lesões em face, coxas e múltiplas regiões, associadas a comportamento evasivo ou medo de explicar a origem, aumentam a suspeita de violência. O raciocínio deve integrar toda a síndrome, porque petéquias e equimoses também podem resultar de infecções graves ou doenças hematológicas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Febre, petéquias que evoluem para púrpura e rigidez de nuca sugerem meningococcemia com meningite. O caso exige atendimento imediato e notificação do agravo infeccioso, mas não apresenta elementos específicos de violência.
B) Correta (gabarito). Equimoses em várias regiões e em diferentes fases de evolução, somadas à recusa em falar sobre a causa, constituem suspeita suficiente de agressões repetidas e exigem comunicação ao Conselho Tutelar.
C) Incorreta. Febre, dor retro-orbitária, mialgia, petéquias e sangramento gengival formam quadro sugestivo de dengue com manifestação hemorrágica, não de maus-tratos.
D) Incorreta. Equimoses associadas a febre persistente, sudorese noturna, perda ponderal e linfonodomegalias generalizadas sugerem doença hematológica, como leucemia ou linfoma, e exigem investigação específica.