Primigesta de 28 anos, com 33 semanas de gestação, pré-natal de risco habitual, chega ao pronto-atendimento obstétrico relatando saída de líquido claro pela vagina há cerca de 2 horas. Ao exame físico, sinais vitais normais, tônus uterino normal, não há presença de contrações, altura uterina é compatível com a idade gestacional, movimentos fetais presentes e frequência cardíaca fetal de 140 bpm. Ao exame especular, nota-se saída de líquido amniótico claro pelo orifício externo do colo uterino.
A pegadinha é interromper imediatamente toda gestação com bolsa rota. Antes de 34 semanas, sem infecção nem sofrimento fetal, o manejo é expectante e hospitalar.
Evite toque vaginal digital enquanto a gestante não estiver em trabalho de parto.
Corioamnionite indica interrupção independentemente da idade gestacional e não deve ser tratada com tocólise.
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Contexto
Saída de líquido amniótico antes do início do trabalho de parto e antes de 37 semanas define rotura prematura pré-termo de membranas. O exame especular mostra líquido fluindo pelo orifício cervical, achado suficiente para o diagnóstico clínico. Toques vaginais digitais devem ser evitados na ausência de trabalho de parto, pois reduzem a latência e aumentam o risco infeccioso.
Com 33 semanas, sem contrações, corioamnionite, descolamento placentário ou comprometimento fetal, a conduta é expectante em ambiente hospitalar. O Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde recomenda internação entre 24 e 33 semanas para prolongar a gestação sob vigilância e reduzir morbidade relacionada à prematuridade.
A vigilância inclui temperatura, frequência cardíaca materna, dor ou sensibilidade uterina, aspecto do líquido, dinâmica uterina e avaliação fetal. Leucocitose isolada após corticoide não confirma infecção e deve ser interpretada com o quadro clínico.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Antes de 34 semanas e sem contraindicação ao prolongamento, a conduta é internação com manejo expectante e monitoramento materno-fetal frequente.
B) Incorreta. Não há infecção, sofrimento fetal ou trabalho de parto que justifique indução imediata. A cardiotocografia pode integrar a vigilância, mas não cria indicação de interrupção.
C) Incorreta. O manejo domiciliar não oferece segurança suficiente para uma complicação que pode evoluir rapidamente com corioamnionite, descolamento, prolapso de cordão ou sofrimento fetal.
D) Incorreta. Além de a alta ser inadequada, acompanhamento semanal é insuficiente diante do risco de deterioração materna e fetal em horas.