Asma e sibilância na infância

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Questão 92
ENAMED · 2026

Menina de 1 ano e 10 meses é levada ao serviço de urgência com quadro de tosse e dispneia há 4 dias. A mãe refere que aumentou a frequência de salbutamol, que usa rotineiramente, porém não observou melhora, com piora da dispneia há 6 horas. Relata frequentes exacerbações da asma nos últimos 3 meses, apesar da utilização de prednisolona. História familiar: pai e mãe asmáticos. Ao exame físico, lactente no colo da mãe, afebril, sonolenta, taquidispneica, choro entrecortado, saturação 94% em ar ambiente, retração de musculatura acessória.

Além da internação da criança, a conduta adequada é prescrever
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Sonolência, choro entrecortado, retração de musculatura acessória e piora apesar do salbutamol indicam exacerbação grave de asma, com risco de falência respiratória. A saturação de 94% não torna a crise leve: alterações do estado mental e incapacidade de falar ou chorar continuamente são sinais clínicos de maior gravidade e podem representar fadiga.

Segundo a GINA 2025, o tratamento inicial inclui oxigênio titulado para manter saturação entre 94% e 98% em crianças, doses repetidas ou contínuas de broncodilatador beta-2 agonista inalatório, brometo de ipratrópio nas crises graves e corticosteroide sistêmico administrado precocemente. O corticoide reduz inflamação, internação e recaída, mas leva horas para produzir benefício.

A via oral costuma ser tão eficaz quanto a intravenosa quando a criança consegue deglutir e absorver o medicamento. Neste caso, a sonolência, o desconforto intenso e o choro entrecortado tornam a via oral menos segura, justificando metilprednisolona intravenosa. A criança deve permanecer sob monitorização contínua e ser avaliada para suporte ventilatório invasivo se houver deterioração.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). A metilprednisolona intravenosa fornece corticosteroide sistêmico em uma crise grave na qual a via oral pode ser insegura. Ela deve ser associada, e não substituir, oxigênio e broncodilatadores inalatórios.

B) Incorreta. Ventilação não invasiva pode ser considerada em ambiente intensivo e por equipe experiente, mas não é intervenção inicial rotineira. Sedação pode reduzir o impulso respiratório, mascarar a piora e precipitar parada respiratória.

C) Incorreta. Salbutamol intravenoso causa mais taquicardia, arritmia, hipocalemia e acidose láctica e não substitui a via inalatória, que entrega alta concentração diretamente às vias aéreas.

D) Incorreta. Sulfato de magnésio intravenoso pode ser usado como adjuvante em dose única nas exacerbações graves refratárias ao tratamento inicial. Infusão contínua não é a conduta rotineira proposta pelas diretrizes.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é usar a saturação isoladamente. Sonolência em criança com asma sugere exaustão respiratória e ameaça à vida.

  • O corticoide deve ser dado cedo porque não produz broncodilatação imediata.

  • Silêncio auscultatório, queda do esforço respiratório e rebaixamento progressivo não significam melhora, mas falência ventilatória.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Asma e sibilância na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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