Hipertensão arterial sistêmica

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Questão 19
ENAMED · 2026

Mulher de 82 anos, sem história prévia de hipertensão, comparece à consulta preocupada porque aferiu a pressão na farmácia há 1 semana e estava em 146 x 86 mmHg. Em outra aferição, há 2 semanas, na unidade de saúde, a pressão estava em 144 x 88 mmHg. No momento da consulta, a pressão está em 148 x 88 mmHg. Não apresenta sintomas nem está em acompanhamento de outros agravos neste momento.

Qual é a abordagem adequada nesse caso?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Este item foi construído com a referência tradicional para pessoas com 80 anos ou mais, que reservava o início farmacológico para pressão sistólica persistentemente igual ou superior a 160 mmHg. Por essa lógica, valores entre 144 e 148 mmHg, sem sintomas ou comorbidades descritas, seriam acompanhados com medidas padronizadas, avaliação de hipotensão ortostática, orientações não farmacológicas e seguimento longitudinal.

Há divergência com a recomendação atual. A Diretriz Brasileira de Hipertensão 2025 orienta que idosos robustos tenham limiar de início semelhante ao de adultos mais jovens, em geral pressão de consultório igual ou superior a 140/90 mmHg, enquanto idosos frágeis exigem decisão individualizada. Portanto, na prática atual, três medidas sistólicas entre 144 e 148 mmHg justificam confirmação diagnóstica adequada, preferencialmente com medidas repetidas padronizadas e, quando disponível, MRPA ou MAPA; se hipertensão for confirmada em idosa robusta, tratamento medicamentoso pode ser indicado. O gabarito D deve ser mantido porque a prova cobrou a referência conservadora anterior.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Não há emergência hipertensiva, lesão aguda de órgão-alvo, hipertensão resistente ou complexidade que exija encaminhamento imediato ao cardiologista.

B) Incorreta. Holter registra ritmo cardíaco, não pressão arterial. Os métodos de confirmação fora do consultório são MAPA e MRPA; ecocardiograma não é obrigatório para confirmar hipertensão.

C) Incorreta. Prescrever losartana imediatamente, em dose fixa e sem confirmar o diagnóstico, avaliar fragilidade, função renal, potássio e hipotensão ortostática, não é a abordagem correta. A administração noturna também não é uma regra universal.

D) Correta (gabarito). Segundo a referência usada pela prova, a elevação sistólica é leve para uma pessoa com mais de 80 anos e permite conduta expectante com monitoramento, sem iniciar medicamento naquele momento.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha atual é histórica: o gabarito usa limiar conservador de 160 mmHg para muito idosos, mas a Diretriz Brasileira de Hipertensão 2025 admite tratamento a partir de 140/90 mmHg em idosos robustos.

  • Holter avalia arritmia; MAPA e MRPA avaliam pressão arterial fora do consultório.

  • Antes de tratar idoso, confirme medidas, pesquise hipotensão ortostática e avalie fragilidade, quedas, função renal e risco cardiovascular.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Hipertensão arterial sistêmica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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