Atendimento inicial ao politraumatizado (ATLS)

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Questão 3
ENAMED · 2026

Homem de 45 anos foi encontrado inconsciente por familiares junto a uma escada de sua casa. Familiares o conduziram em carro próprio, sem medidas-padrão de atendimento pré-hospitalar. Não sabem por quanto tempo ficou desacordado e nem sobre o histórico de saúde. Quando deu entrada no pronto-socorro, encontrava-se inconsciente, com equimose e escoriações na região orbital e palpebral direita, além de escoriações na região cervical posterior e em membros à direita. Não apresentava resposta ao comando verbal, mas respirava espontaneamente com frequência normal. Pressão arterial de 140 x 90 mmHg e pupilas isocóricas. Durante a avaliação, abriu os olhos e começou a se mexer, ainda sem responder a questões ou comandos. Após 30 minutos começou a responder, mas informava não se lembrar de ter caído da escada.

Considerando o quadro, a conduta adequada é
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O paciente sofreu traumatismo cranioencefálico com perda de consciência de duração desconhecida, alteração neurológica na chegada e amnésia pós-traumática. A recuperação gradual não exclui hemorragia intracraniana, pois algumas lesões podem apresentar melhora transitória antes de nova deterioração. Pelas recomendações NICE 2023, rebaixamento relevante do nível de consciência e persistência de Glasgow abaixo de 15 após o trauma são indicações de tomografia de crânio.

As lesões orbitopalpebrais justificam investigação de fraturas da face e órbita. As escoriações cervicais, o mecanismo e a impossibilidade inicial de realizar exame neurológico confiável impedem a liberação clínica da coluna cervical. Tomografia é superior à radiografia simples para avaliar lesões intracranianas, faciais e cervicais relevantes. A melhora clínica não elimina a necessidade de observação neurológica seriada.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). É a única opção que investiga por tomografia as regiões de maior risco, avalia os membros traumatizados e mantém o paciente em observação clínica.

B) Incorreta. Radiografia de crânio não exclui hemorragia intracraniana, e radiografias cervicais simples podem perder fraturas relevantes.

C) Incorreta. A alternativa omite a avaliação adequada da coluna cervical e propõe alta precoce após perda de consciência, alteração mental e amnésia.

D) Incorreta. Radiografias de crânio e face não substituem a tomografia para excluir as principais lesões traumáticas temidas.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é liberar o paciente porque ele recuperou a consciência.

  • Radiografia de crânio não rastreia hemorragia intracraniana; o exame indicado é a tomografia sem contraste.

  • Paciente inicialmente inconsciente não permite avaliação clínica segura da coluna cervical.

  • A observação deve incluir reavaliações seriadas do Glasgow, pupilas, déficit focal, vômitos e cefaleia.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Atendimento inicial ao politraumatizado (ATLS)” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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