Parturiente de 29 anos, sem comorbidades, esteve em trabalho de parto por 8 horas e evoluiu para parto vaginal. Após 10 minutos do desprendimento do feto, ainda não se observou a expulsão da placenta. A paciente está estável e sem sinais de hemorragia.
A pegadinha é diagnosticar placenta retida após apenas 10 minutos: na ausência de hemorragia, o marco tradicional é 30 minutos.
Nunca tracione o cordão sem contratração suprapúbica, pois há risco de inversão uterina.
Hemorragia muda a urgência e pode exigir remoção placentária antes do limite temporal.
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Contexto
O terceiro período do parto vai do nascimento do feto à expulsão da placenta. No manejo ativo, administra-se uterotônico profilático e, com o útero contraído e após sinais de separação placentária, realiza-se tração controlada do cordão. A outra mão exerce contratração suprapúbica para estabilizar o útero e impedir sua inversão.
Dez minutos sem expulsão da placenta, em paciente estável e sem sangramento, não estabelecem retenção placentária. A OMS utiliza tradicionalmente o limite de 30 minutos após o nascimento para diagnosticar placenta retida no manejo ativo, embora hemorragia ou deterioração clínica determinem intervenção antes desse prazo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Aguardar sem realizar nenhuma intervenção corresponde ao manejo expectante. Na presença de profissional habilitado, a tração controlada integra o manejo ativo e reduz a duração do terceiro período.
B) Correta (gabarito). A tração controlada do cordão, associada à estabilização suprapúbica do útero, auxilia a dequitação com menor risco de inversão uterina.
C) Incorreta. Dez minutos não caracterizam retenção placentária em mulher estável. Além disso, a intervenção indicada para placenta retida é remoção manual sob analgesia ou anestesia, e não curagem imediata de rotina.
D) Incorreta. Uterotônico adicional e massagem são dirigidos principalmente à atonia uterina e à hemorragia pós-parto. Não há sangramento nem útero hipotônico descritos.