Referente à osteomielite,
Pegadinha central: radiografia inicial normal não exclui osteomielite.
Trauma aberto e cirurgia causam inoculação direta; criança apresenta mais forma hematogênica.
Osso necrótico funciona como corpo estranho e frequentemente precisa ser desbridado.
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Contexto
Osteomielite não hematogênica ocorre por inoculação direta após fratura exposta, cirurgia ou ferida penetrante, ou por extensão contígua de úlcera e infecção de partes moles. É particularmente importante em adultos após trauma e em pessoas com pé diabético ou doença vascular.
A radiografia é apropriada como exame inicial para procurar fratura, corpo estranho e doença crônica, mas pode permanecer normal durante 10 a 14 dias. A ressonância magnética é o exame mais sensível para doença precoce e extensão local. Cultura de osso obtida antes do antibiótico, quando segura e viável, fornece o diagnóstico microbiológico mais específico.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Trauma com solução de continuidade permite inoculação direta de bactérias e é uma causa típica de osteomielite não hematogênica em adultos jovens.
B) Incorreta. Radiografia auxilia na avaliação inicial, mas tem baixa sensibilidade nos primeiros dias porque alterações ósseas exigem perda mineral significativa para aparecer.
C) Incorreta. Penetração óssea varia entre os antimicrobianos e é prejudicada por necrose e biofilme. O tratamento deve ser dirigido por cultura, vascularização e presença de material ortopédico.
D) Incorreta. Proteína C reativa e velocidade de hemossedimentação costumam elevar-se e ajudam a monitorar resposta, embora possam ser normais em doença crônica localizada.
E) Incorreta. Anti-inflamatório pode aliviar dor, mas não erradica infecção. O tratamento envolve antibiótico e, quando há necrose, abscesso ou implante infectado, desbridamento cirúrgico.