Primigesta, 25 anos, entra em trabalho de parto, dando seguimento por via vaginal. Após a dequitação da placenta, o médico constatou uma laceração perineal, com acometimento da camada muscular, mas preservando o esfíncter anal. Não foi constatada ruptura cervical.
Pegadinha central: músculo sem esfíncter é segundo grau.
Terceiro grau é esfíncter; quarto grau chega à mucosa retal.
Toque retal após o reparo confirma que não houve transfixação da mucosa.
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Contexto
Lacerações perineais são classificadas pela estrutura mais profunda atingida. A lesão descrita alcança musculatura perineal, mas preserva o complexo esfincteriano anal, definindo laceração de segundo grau.
Após o parto, a avaliação deve ser sistemática, com boa iluminação, analgesia e toque retal quando houver suspeita de lesão esfincteriana. Lacerações de terceiro e quarto graus exigem reparo por profissional treinado e seguimento por risco de incontinência anal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Embora pequenas escoriações possam não exigir sutura, lesão muscular não é classificada como fisiológica.
B) Incorreta. Primeiro grau limita-se a pele e mucosa, sem acometer musculatura perineal.
C) Correta (gabarito). Segundo grau alcança músculos do períneo e preserva os esfíncteres interno e externo do ânus.
D) Incorreta. Terceiro grau exige lesão parcial ou completa do complexo esfincteriano anal.
E) Incorreta. Quarto grau atravessa o esfíncter e alcança o epitélio ou mucosa anorretal.