Um homem de 88 anos está internado com quadro de dor e distensão abdominal de início há uma semana. Após investigação clínica e exames complementares, o diagnóstico de neoplasia maligna de reto é estabelecido, além da presença de metástases em fígado, pulmão e cérebro.
Pegadinha central: empatia não é suavizar com mentira.
Antes de explicar, descubra o que o paciente sabe e quanto deseja saber.
Termine a conversa com um plano concreto e espaço para perguntas.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
Comunicar doença metastática exige preparação do ambiente, avaliação do que o paciente compreende, convite para saber detalhes, transmissão gradual da informação, resposta empática às emoções e construção compartilhada dos próximos passos. O protocolo SPIKES organiza essas etapas sem transformar a conversa em roteiro rígido.
A escuta ativa permite identificar medos, prioridades, valores e quanto o paciente deseja participar. Esperança não deve ser falsa nem limitada à cura: pode ser redirecionada para controle de sintomas, tempo com a família, autonomia e decisões coerentes com os objetivos pessoais.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Respostas prontas antes de ouvir invalidam emoções e impedem compreender a necessidade real do paciente.
B) Correta (gabarito). Escuta atenta, linguagem clara, empatia e comunicação terapêutica sustentam decisões honestas e acolhedoras em cada etapa do plano de cuidados.
C) Incorreta. A regra de que 93% da comunicação seria não verbal deriva de interpretação inadequada de estudos restritos e não deve ser aplicada à comunicação clínica complexa.
D) Incorreta. Mentira e falsa alegria violam confiança e autonomia. A esperança deve ser realista, sem ocultar prognóstico ou opções.
E) Incorreta. O profissional responsável pelo diagnóstico e tratamento deve participar da comunicação. Psicologia, enfermagem e serviço social podem oferecer suporte, mas não substituir o médico assistente.