Distinguir um linfonodo inflamatório de um neoplásico pode ser um desafio para o pediatra.
Pegadinha central: epitroclear tem limite menor que cervical e inguinal.
Supraclavicular palpável é sempre sinal de alerta.
Tamanho isolado não basta: consistência, fixação, progressão e sintomas sistêmicos mudam o risco.
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Contexto
Linfonodos palpáveis são incomuns no recém-nascido e tornam-se frequentes após exposições antigênicas da infância. A ausência de linfonodos palpáveis em um neonato saudável é fisiológica e não exige investigação.
O significado de um linfonodo depende de localização, tamanho, consistência, mobilidade, duração e sintomas. Em geral, consideram-se suspeitos linfonodos epitrocleares acima de 0,5 cm, cervicais ou axilares acima de 1 cm e inguinais acima de 1,5 a 2 cm. Localização supraclavicular, endurecimento, fixação, crescimento progressivo, febre prolongada, perda de peso e hepatoesplenomegalia são sinais de alerta.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Ausência de linfonodos palpáveis em recém-nascido é o padrão esperado e não representa doença.
B) Incorreta. Linfonodos aumentados em duas cadeias não contíguas sugerem linfadenopatia generalizada e exigem história, exame sistêmico e investigação orientada.
C) Incorreta. Um epitroclear de 0,7 cm ultrapassa o limite usual de 0,5 cm e merece avaliação, sobretudo se endurecido ou persistente.
D) Incorreta. Linfonodo inguinal de 2 cm está no limite superior ou acima do esperado e não pode ser declarado benigno sem contexto clínico.
E) Incorreta. Febre persistente por mais de sete dias associada a linfonodomegalia exige investigação de infecção, inflamação e neoplasia.