Sobre a injúria pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI),
Pegadinha central: TRALI é permeabilidade; TACO é excesso de volume.
TRALI surge em até seis horas e apresenta edema pulmonar não cardiogênico.
Hipertensão, turgência jugular e resposta ao diurético favorecem TACO.
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Contexto
TRALI é lesão pulmonar aguda associada à transfusão, causada por ativação de neutrófilos e aumento de permeabilidade capilar pulmonar, frequentemente após interação entre anticorpos do doador e leucócitos do receptor. A definição de consenso de 2019 exige hipoxemia, edema pulmonar bilateral e início durante ou em até seis horas após a transfusão, sem explicação predominante por sobrecarga circulatória.
Pode ocorrer com qualquer hemocomponente, sobretudo os que contêm maior quantidade de plasma. O tratamento é suporte respiratório e interrupção da transfusão, com comunicação imediata ao banco de sangue. Se houver ventilação mecânica, usa-se estratégia protetora com volume corrente próximo de 6 mL/kg de peso predito e pressão de platô abaixo de 30 cmH2O.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. TRALI pode ocorrer após plasma, plaquetas, hemácias e outros componentes. Plasma e plaquetas possuem associação relevante por maior conteúdo plasmático.
B) Incorreta. Corticoides não possuem benefício comprovado e não são recomendados de rotina.
C) Incorreta. Volume corrente elevado e pressões excessivas aumentam volutrauma e barotrauma. A ventilação deve seguir princípios protetores de síndrome do desconforto respiratório.
D) Correta (gabarito). O aparecimento durante a transfusão ou nas seis horas seguintes é um critério temporal central do diagnóstico.
E) Incorreta. Diurético é útil na sobrecarga circulatória associada à transfusão, chamada TACO. Na TRALI, pode piorar hipovolemia e não corrige a permeabilidade capilar.