Paciente de 12 anos queixa-se de cefaleia recorrente, moderada, com intervalos variáveis, de dias, semanas ou meses. A dor é bilateral e pulsátil e, por vezes, acompanhada de irritabilidade, anorexia e náusea. Antes do quadro de dor, vê “bolinhas coloridas” e sente formigamento na língua.
Pegadinha central: aura pode ser visual, sensitiva ou de linguagem, mas a migrânea sem aura é mais comum.
Aura típica progride gradualmente e regride completamente em até 60 minutos.
Déficit súbito máximo no início ou persistente exige investigação de causa vascular ou estrutural.
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Contexto
O quadro é compatível com migrânea com aura. A aura é um conjunto de sintomas neurológicos focais completamente reversíveis, geralmente de instalação gradual, que dura de 5 a 60 minutos e precede ou acompanha a cefaleia. Pode ser visual, sensitiva, da linguagem ou, em subtipos específicos, motora ou de tronco cerebral.
Parestesia que se espalha por face ou hemicorpo, disfasia e disartria podem ocorrer. Em crianças, a dor pode ser bilateral e ter duração menor que no adulto. Migrânea sem aura é mais frequente, e o diagnóstico é clínico quando história e exame neurológico são típicos e não há sinais de alarme.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Migrânea é frequente na idade escolar e aumenta na adolescência. O paciente não está na faixa de menor incidência pediátrica.
B) Correta (gabarito). Aura sensitiva pode produzir formigamento unilateral, e aura de linguagem pode causar disfasia ou disartria transitórias antes da dor.
C) Incorreta. A forma sem aura é mais comum. Sintomas visuais e sensitivos tornam o caso típico de migrânea com aura, mas não do subtipo predominante na população.
D) Incorreta. Neuroimagem e exames laboratoriais não são rotineiros em cefaleia recorrente típica, exame neurológico normal e ausência de sinais de alarme. São indicados diante de déficit persistente, mudança abrupta do padrão, papiledema ou outras red flags.
E) Incorreta. História familiar é comum, refletindo predisposição genética complexa.