Menina de 2 anos é levada à emergência com tosse intensa e ladrante, rouquidão e estridor inspiratório discreto. Nos dias precedentes à piora da tosse, tinha rinorreia clara, febre baixa e tosse leve. Não apresenta sinais de desconforto respiratório no momento.
Pegadinha central: até crupe leve recebe corticoide.
Estridor em repouso e tiragem indicam maior gravidade e possível adrenalina nebulizada.
Não examine a orofaringe à força se houver suspeita de epiglotite.
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Contexto
Tosse ladrante, rouquidão e estridor inspiratório após pródromo de infecção viral definem crupe, ou laringotraqueíte viral. A criança não apresenta tiragem, hipoxemia, agitação ou redução da entrada de ar, indicando quadro leve.
Todo grau de crupe se beneficia de uma dose de corticosteroide. Dexametasona oral é preferida por longa duração e menor necessidade de nova dose; esquemas entre 0,15 e 0,6 mg/kg em dose única são eficazes. Adrenalina nebulizada é reservada a estridor em repouso com desconforto moderado ou grave e exige observação após o efeito.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Crupe é predominantemente viral, e amoxicilina não melhora a obstrução subglótica.
B) Incorreta. Ausência de desconforto respiratório e estridor apenas discreto permitem tratamento ambulatorial com orientação de retorno.
C) Incorreta. O diagnóstico é clínico. Radiografia lateral é reservada a apresentação atípica ou suspeita de epiglotite, abscesso, corpo estranho ou traqueíte bacteriana.
D) Incorreta. Oxigênio é indicado quando há hipoxemia ou desconforto importante. Em criança estável, não modifica o edema subglótico.
E) Correta (gabarito). Corticosteroide sistêmico reduz sintomas, retorno à emergência e necessidade de internação mesmo no crupe leve. A via oral é preferida quando tolerada.