Uma mulher de 55 anos está internada em um hospital, com diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com supradesnivelamento do segmento ST no eletrocardiograma (ECG), e precisa ser transferida para outro serviço para a realização de estudo hemodinâmico e provável intervenção percutânea de urgência. Diante do exposto,
Pegadinha central: sigilo não impede a comunicação necessária para continuidade do cuidado.
Transferência segura exige aceite, resumo clínico, estabilização e transporte adequado.
No IAM com supra, demora no transporte pode eliminar o benefício da angioplastia e mudar a estratégia de reperfusão.
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Contexto
A transferência de uma paciente com infarto com supradesnivelamento do ST é uma transição crítica de cuidado. O médico assistente deve estabilizar, iniciar o tratamento indicado, confirmar a disponibilidade do serviço receptor e transmitir de forma estruturada diagnóstico, tempo de início dos sintomas, ECG, medicações, alergias, comorbidades, intercorrências e suporte necessário durante o transporte.
O sigilo profissional permite compartilhar informações necessárias com a equipe que continuará a assistência. A Diretriz ACC/AHA de Síndromes Coronarianas Agudas de 2025 reforça que o tempo até reperfusão modifica mortalidade e extensão do infarto. Quando a angioplastia é a estratégia escolhida para transferência, busca-se que o intervalo do primeiro contato médico ao dispositivo não exceda aproximadamente 120 minutos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não é necessário mandado judicial para comunicação entre profissionais diretamente envolvidos no cuidado. Devem ser transmitidos apenas os dados pertinentes à assistência.
B) Incorreta. Planejamento estrutural é atribuição administrativa, mas não substitui a obrigação imediata de organizar a reperfusão em serviço capaz.
C) Correta (gabarito). Passagem clara, concisa e completa de informações é dever do médico assistente e reduz erros, repetição de exames e atraso terapêutico.
D) Incorreta. A unidade remetente deve estabilizar e organizar transporte compatível com o risco. A responsabilidade não é transferida integralmente ao médico receptor antes da chegada.
E) Incorreta. No infarto com supra, cada atraso prolonga isquemia e aumenta necrose miocárdica. Tempo é determinante do prognóstico.