Paciente com queixa de pirose, azia e regurgitações procura orientações sobre um possível diagnóstico de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e tratamento.
Pegadinha central: tipo I desliza; tipo II rola; tipo III mistura os dois.
Endoscopia avalia lesão; pHmetria demonstra refluxo patológico.
Manometria não diagnostica DRGE, mas exclui distúrbios motores e orienta posicionamento do cateter.
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Contexto
Pirose e regurgitação típicas sem sinais de alarme permitem inicialmente um teste terapêutico com inibidor da bomba de prótons. Quando é necessário documentar objetivamente refluxo e a endoscopia não mostra esofagite conclusiva, a Diretriz do American College of Gastroenterology de 2022 recomenda monitorização ambulatorial de refluxo fora do tratamento. A pHmetria de 24 horas é o exame funcional clássico, embora monitorização sem fio prolongada e pH-impedanciometria possam ser superiores em situações específicas.
A hérnia tipo I é a mais relacionada à doença do refluxo. A tipo II é corretamente chamada de rolamento, mas sua associação principal é com complicações mecânicas, como encarceramento e volvo, e não com refluxo como mecanismo predominante.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Endoscopia detecta esofagite, Barrett, estenose e diagnósticos alternativos, mas pode ser normal na DRGE. Além disso, tipo I é hérnia de deslizamento.
B) Incorreta. Manometria avalia motilidade e posiciona o sensor de pH, não confirma refluxo por si só. Tipo II é de rolamento, não de deslizamento.
C) Correta (gabarito). Entre as alternativas, relaciona corretamente a monitorização de pH como exame funcional de referência e a hérnia tipo II como paraesofágica ou de rolamento. A ressalva é que a tipo I tem associação mais direta com DRGE.
D) Incorreta. A classificação da hérnia está correta, mas esofagografia demonstra anatomia e complicações, não é o melhor exame para provar exposição ácida patológica.
E) Incorreta. A monitorização de pH pode confirmar refluxo, porém a hérnia tipo III é mista e não simplesmente de deslizamento.