Um homem de 57 anos procura atendimento médico com queixa de palpitações e dor torácica tipo aperto, de início há 30 minutos. Apresenta hipotensão (PA 60x40mmHg). Após avaliar o ritmo mostrado a seguir, qual é a conduta mais adequada?

Pegadinha central: quem define a urgência é a instabilidade, não a identificação perfeita do ritmo.
Taquicardia regular larga com pulso e instável: cardioversão sincronizada.
Sem pulso ou sem sincronização confiável: choque não sincronizado e protocolo de parada.
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Contexto
O traçado anexado mostra taquicardia regular muito rápida de complexos largos, com aspecto quase sinusoidal, compatível com taquicardia ventricular monomórfica muito rápida ou flutter ventricular. A pressão de 60 por 40 mmHg e a dor torácica isquêmica demonstram instabilidade hemodinâmica.
As Diretrizes AHA de Ressuscitação de 2025 recomendam cardioversão elétrica sincronizada imediata para taquicardia de complexos largos com pulso e instabilidade. Na taquicardia ventricular monomórfica regular, pode-se iniciar com aproximadamente 100 J bifásicos e aumentar se necessário. Sedação é desejável quando o estado clínico permite, mas não deve atrasar o choque. Se o aparelho não conseguir sincronizar devido à morfologia quase sinusoidal ou houver perda do pulso, deve-se desfibrilar sem demora.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Manobra vagal pode ser tentada em taquicardia regular de QRS estreito e paciente estável. Não deve atrasar cardioversão em choque circulatório.
B) Incorreta. Adenosina pode auxiliar em taquicardia regular monomórfica estável, especialmente se houver dúvida sobre origem supraventricular. Hipotensão grave e dor isquêmica exigem choque imediato.
C) Incorreta. Amiodarona é opção para determinadas taquicardias ventriculares estáveis ou recorrentes após cardioversão, mas a infusão não substitui tratamento elétrico na instabilidade.
D) Incorreta. Deslanosídeo possui início inadequado para a emergência, pode agravar algumas arritmias e não trata taquicardia ventricular instável.
E) Correta (gabarito). Taquiarritmia com pulso, hipotensão profunda e dor torácica requer cardioversão sincronizada imediata, com preparação para desfibrilação caso a sincronização não seja possível.