Pegadinha central: o diagnóstico depende da curva, não do valor inicial.
Platô: quatro valores em três semanas; elevação: aumento sustentado em três valores.
Beta-hCG que volta a subir após negativar exige excluir nova gestação antes de concluir recidiva.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
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Contexto
Após esvaziamento de mola hidatiforme, o beta-hCG deve ser acompanhado quantitativamente até normalização e durante o período de vigilância recomendado. A neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar é diagnosticada por padrões seriados de persistência ou elevação, e não por um valor absoluto alto logo após o procedimento.
O NCI e os critérios FIGO mantêm o platô por três semanas em quatro dosagens como critério diagnóstico. Reaparecimento após negativação também é preocupante, mas deve ser confirmado e investigado, pois um resultado isolado pode decorrer de nova gestação ou interferência laboratorial.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Reelevação após negativação exige investigação imediata, mas a alternativa descreve uma dosagem aguda isolada e não o critério seriado formal cobrado.
B) Incorreta. Dois valores detectáveis após quatro meses não correspondem ao padrão diagnóstico definido de platô ou elevação sustentada.
C) Incorreta. Aumento isolado no primeiro mês pode ocorrer por oscilação e precisa ser confirmado em série.
D) Incorreta. Beta-hCG acima de 1.000 mUI/mL na primeira semana pode refletir eliminação hormonal ainda em curso e não define persistência.
E) Correta (gabarito). Manutenção do beta-hCG em quatro dosagens ao longo de três semanas caracteriza platô e estabelece neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar.