A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica é a mais comum das glomerulopatias da infância.
Pegadinha central: C3 baixo deve voltar ao normal; complemento persistentemente reduzido aponta para outro diagnóstico.
Tratamento é de suporte, com restrição de sal e líquidos, diurético e controle pressórico conforme necessidade.
O prognóstico renal em crianças costuma ser excelente.
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Contexto
A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica é uma síndrome nefrítica por deposição de imunocomplexos após infecção por cepas nefritogênicas de estreptococo do grupo A. Surge tipicamente 1 a 3 semanas após faringite ou 3 a 6 semanas após impetigo, com hematúria, edema, hipertensão, oligúria e redução variável da filtração glomerular.
O achado laboratorial discriminador é C3 baixo com recuperação espontânea. A hipocomplementemia ocorre na grande maioria dos casos e o C3 deve normalizar em cerca de 6 a 8 semanas. Persistência além de 8 a 12 semanas, piora renal progressiva ou proteinúria importante prolongada exige reconsiderar lúpus, glomerulopatia membranoproliferativa, C3 glomerulopatia e outras causas.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A dosagem de complemento integra a avaliação porque C3 reduzido é altamente frequente e sua normalização em 4 a 8 semanas sustenta o diagnóstico e o prognóstico favorável.
B) Incorreta. Hematúria é quase universal e proteinúria costuma ser subnefrótica. Proteinúria nefrótica pode ocorrer na fase aguda, mas gravidade é melhor definida por função renal, oligúria, hipertensão, hipervolemia e persistência das alterações.
C) Incorreta. Elevação transitória de ureia e creatinina é possível, porém insuficiência renal grave com oligoanúria intensa, hiperpotassemia e necessidade de diálise é incomum na infância.
D) Incorreta. Encefalopatia hipertensiva pode causar cefaleia, vômitos, alteração visual, convulsão e coma, mas o fundo de olho frequentemente não apresenta retinopatia hipertensiva estabelecida porque a elevação pressórica é aguda.
E) Incorreta. Congestão por retenção de sódio e água é frequente e pode causar edema pulmonar, mas não decorre de dano miocárdico intrínseco como regra. O coração falha por sobrecarga de volume e pressão.