Um homem de 27 anos é levado ao pronto atendimento após queda de nível elevado. Depois de assegurar uma via aérea pérvia, a imobilização da coluna cervical e a checagem dos sinais vitais, a resposta ao exame neurológico é a seguinte: flexão normal, sons irreconhecíveis e abertura ocular (todos após estímulos dolorosos).
Pegadinha central: Glasgow é exame clínico, não resultado de imagem.
Retirada à dor vale M4; flexão anormal vale M3.
Glasgow menor ou igual a 8 classifica TCE grave e acende alerta para proteção de via aérea.
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Contexto
A Escala de Coma de Glasgow é clínica e soma abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. O escore varia de 3 a 15. Neste caso, abertura ocular apenas à dor vale 2, sons incompreensíveis valem 2 e retirada ou flexão normal ao estímulo doloroso vale 4, totalizando 8 pontos.
A classificação usual considera TCE leve entre 13 e 15, moderado entre 9 e 12 e grave quando Glasgow é 8 ou menos. Um escore igual ou inferior a 8 indica alto risco de perda de proteção de via aérea e exige abordagem imediata, sem depender de tomografia para ser calculado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A tomografia identifica lesões intracranianas, mas não calcula Glasgow. O escore resulta do exame neurológico à beira-leito.
B) Incorreta. Glasgow 8 corresponde a TCE grave. O paciente precisa de estabilização, neuroimagem e avaliação especializada, não de liberação.
C) Incorreta. O neurocirurgião é importante no manejo, porém a classificação inicial da gravidade pelo Glasgow pode e deve ser feita por qualquer profissional treinado.
D) Correta (gabarito). A soma é ocular 2, verbal 2 e motora 4, resultando em Glasgow 8.
E) Incorreta. A tomografia cervical avalia lesões da coluna, mas não participa do cálculo da escala de coma.