Gestante, 27 anos, com parto prematuro de 34 semanas gestacionais. Após alta para casa, evolui com infecção uterina, sepse e tem óbito confirmado 60 dias após o parto.
Pegadinha central: até 42 dias é morte materna; do 43º dia a menos de um ano é morte materna tardia.
Infecção puerperal é causa obstétrica direta.
O vínculo causal importa mais que a paciente já ter recebido alta.
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Contexto
Morte materna, na definição epidemiológica principal, ocorre durante a gestação ou até 42 dias após seu término por causa relacionada ou agravada pela gravidez. Quando a morte por causa obstétrica acontece após 42 dias e antes de completar um ano, recebe a classificação temporal de morte materna tardia.
A infecção uterina puerperal que progride para sepse é uma causa obstétrica direta. Portanto, o caso pode ser descrito de forma completa como morte materna tardia por causa obstétrica direta. O fato de o óbito ocorrer no 60º dia não rompe o nexo com a gestação.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A causa é direta, mas a alternativa não contempla a categoria temporal específica solicitada. Aos 60 dias, a denominação epidemiológica mais precisa é morte materna tardia.
B) Incorreta. Morte obstétrica direta descreve o mecanismo causal, não o intervalo pós-gestacional que constitui o foco da questão.
C) Incorreta. Óbitos relacionados à gestação entre 43 dias e menos de um ano permanecem reconhecidos como mortes maternas tardias.
D) Correta (gabarito). O óbito ocorreu 60 dias após o parto, dentro da janela de 43 dias a menos de um ano, e decorreu de complicação puerperal.
E) Incorreta. Morte pós-materna não é a categoria técnica utilizada nas definições epidemiológicas.