Uma gestante de 18 anos, G1, que não realizou pré-natal, com aproximadamente 38 semanas de idade gestacional, calculada pela data da última menstruação, chega à maternidade em trabalho de parto, com 3 contrações em 10 minutos e toque vaginal colo esvaecido com 6 cm de dilatação.
Pegadinha central: teste reagente no parto não significa cesárea obrigatória em paciente já com 6 cm.
Diagnóstico intraparto sem carga viral conhecida pede AZT intravenoso e profilaxia neonatal intensificada.
Evite amniotomia, eletrodo de couro cabeludo, episiotomia e instrumentação desnecessária.
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Contexto
Parturiente sem documentação de testagem no pré-natal deve realizar teste rápido para HIV na admissão. O PCDT do Ministério da Saúde recomenda iniciar imediatamente as medidas de prevenção quando o teste é reagente, sem aguardar toda a confirmação laboratorial, porque cada hora de exposição intraparto importa.
Sem carga viral conhecida e com diagnóstico no trabalho de parto, está indicada zidovudina intravenosa, usualmente com ataque de 2 mg/kg em uma hora, seguida de 1 mg/kg por hora até o clampeamento do cordão, além de manejo neonatal de alto risco e contraindicação à amamentação. A via de parto depende da carga viral, estágio do trabalho de parto, bolsa e condições obstétricas. Com 6 cm de dilatação, cesárea não é automaticamente protetora e pode não oferecer benefício superior ao parto vaginal já em evolução.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A gestante deve ser testada na admissão e, diante de resultado reagente sem acompanhamento prévio ou carga viral conhecida, deve receber AZT intravenoso e o restante do protocolo de transmissão vertical.
B) Incorreta. HIV reagente não constitui indicação absoluta de cesárea. Cesárea programada é considerada principalmente quando a carga viral está elevada ou desconhecida antes do início do trabalho de parto, mas a decisão muda quando a paciente já está em fase ativa.
C) Incorreta. Amniotomia precoce aumenta o tempo de exposição após ruptura das membranas e deve ser evitada quando não houver indicação obstétrica.
D) Incorreta. Episiotomia, fórceps, vácuo e procedimentos invasivos devem ser evitados sempre que possível por aumentarem contato do feto com sangue materno.
E) Incorreta. Resultado negativo reduz muito a probabilidade, mas não exclui infecção muito recente durante a janela diagnóstica. Risco epidemiológico ou exposição recente pode exigir teste complementar.