Sobre a neuromielite óptica, assinale a alternativa correta.
Pegadinha central: Devic não é uma forma de esclerose múltipla.
AQP4-IgG aponta para astrocytopatia autoimune; MOG-IgG sugere doença associada ao anticorpo anti-MOG, entidade distinta.
Neurite óptica grave, mielite longitudinal extensa e síndrome da área postrema são recortes repetidos em prova.
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Contexto
Neuromielite óptica, historicamente chamada síndrome ou doença de Devic, integra hoje o espectro da neuromielite óptica. É uma doença inflamatória do sistema nervoso central distinta da esclerose múltipla, frequentemente mediada por anticorpos IgG contra aquaporina-4, canal de água expresso nos astrócitos.
As Diretrizes Brasileiras para o Manejo do Espectro da Neuromielite Óptica de 2025 destacam AQP4-IgG como biomarcador central. As apresentações típicas incluem neurite óptica grave, mielite longitudinalmente extensa, síndrome da área postrema com soluços ou vômitos persistentes e síndromes de tronco encefálico. O diagnóstico combina clínica, ressonância magnética e sorologia; tomografia de crânio não possui padrão específico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O espectro da neuromielite óptica é entidade diferente da esclerose múltipla em fisiopatologia, imagem, prognóstico e tratamento. Algumas terapias para esclerose múltipla podem ser ineficazes ou prejudiciais na neuromielite óptica.
B) Incorreta. Pleocitose pode ocorrer no líquor, inclusive com neutrófilos, mas não é específica. Bandas oligoclonais persistentes são menos frequentes que na esclerose múltipla.
C) Correta (gabarito). Síndrome de Devic é o nome histórico da associação entre neurite óptica e mielite que hoje pertence ao espectro da neuromielite óptica.
D) Incorreta. Paraparesia ou tetraparesia espástica pode resultar de mielite, mas não é manifestação obrigatória nem critério que define a doença.
E) Incorreta. A tomografia pode ser normal e não fornece alterações diagnósticas específicas. A ressonância de encéfalo, órbitas e medula é o exame de imagem adequado.