Você está de férias, na praia, quando se depara com um afogamento. A vítima está desacordada, parece ter 16 anos, aproximadamente, e está sendo retirada da água. Ela é colocada na areia, em decúbito dorsal, e você vai prestar o atendimento inicial. Uma ambulância já foi chamada e chegará em poucos minutos.
Pegadinha central: afogamento é parada hipóxica, por isso ventilação tem prioridade especial.
Sem respiração normal, ventile; sem pulso, associe compressões.
Não faça Heimlich para retirar água e não atrase RCP para colocar o desfibrilador.
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Contexto
No afogamento, a parada cardiorrespiratória resulta primariamente de hipóxia. A atualização AHA e American Academy of Pediatrics de 2024 recomenda que vítima retirada da água sem consciência ou respiração normal seja tratada como possível parada, com ventilações de resgate incorporadas imediatamente à ressuscitação.
O socorrista treinado pode iniciar com abertura da via aérea e duas ventilações, seguidas por compressões se não houver sinais de circulação, ou usar a sequência convencional sem omitir as ventilações. Se houver pulso e apneia, realiza-se ventilação de resgate. Não se tenta expulsar água dos pulmões com Heimlich ou compressões abdominais, pois isso atrasa oxigenação e aumenta o risco de regurgitação e aspiração.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Imobilização cervical só deve ganhar prioridade quando houver mecanismo traumático plausível, como mergulho em água rasa. Não pode atrasar abertura da via aérea e ventilação.
B) Correta (gabarito). A vítima está inconsciente após submersão, e o primeiro problema a corrigir é a hipóxia. Deve-se abrir a via aérea, verificar respiração e fornecer ventilação de resgate, associando compressões se não houver pulso.
C) Incorreta. Decúbito lateral é usado em pessoa inconsciente que respira normalmente e não necessita RCP. Não é a posição inicial de uma vítima potencialmente apneica.
D) Incorreta. A manobra de Heimlich trata obstrução de via aérea por corpo estranho, não água aspirada durante afogamento.
E) Incorreta. Compressões abdominais não removem água alveolar e atrasam a ventilação necessária.