Hipertensão arterial sistêmica

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Questão 85
ENARE · 2023

Homem de 44 anos chega para consulta acompanhado da esposa, a qual reclama que ele ronca muito à noite. Ao final da avaliação, o médico explica que o diagnóstico provável é de apneia obstrutiva do sono.

A orientação do profissional deve ser de que tal condição é fator de risco para
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Na apneia obstrutiva do sono, o colapso repetido da via aérea superior produz hipóxia intermitente, retenção transitória de dióxido de carbono, microdespertares e grandes oscilações da pressão intratorácica. Esses eventos ativam o sistema simpático, o eixo renina-angiotensina, o estresse oxidativo e a disfunção endotelial.

O resultado é maior risco de hipertensão arterial, especialmente noturna, mascarada ou resistente. Também há associação com fibrilação atrial, doença coronariana, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e alterações metabólicas. Ronco isolado não confirma o diagnóstico, que depende de avaliação clínica e estudo do sono quando indicado.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Obstrução nasal e rinossinusite podem agravar ronco e coexistir com apneia, mas não representam a principal consequência sistêmica.

B) Correta (gabarito). A apneia obstrutiva é fator de risco reconhecido para hipertensão e deve ser pesquisada especialmente em hipertensão resistente, ausência de descenso noturno e sonolência diurna.

C) Incorreta. Pneumonia não é complicação típica do mecanismo de obstrução repetitiva durante o sono.

D) Incorreta. Asma pode coexistir e ter controle pior com sono fragmentado, mas não é a associação causal principal cobrada.

E) Incorreta. DPOC decorre principalmente de exposição a tabaco, biomassa ou agentes ocupacionais. A coexistência entre DPOC e apneia é chamada síndrome de sobreposição, não relação de causa direta.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: apneia é causa importante de hipertensão secundária e resistente.

  • Ronco, pausas testemunhadas, engasgos noturnos e sonolência aumentam a suspeita.

  • Perda de peso e pressão positiva nas vias aéreas reduzem eventos respiratórios; o efeito pressórico costuma ser modesto, mas clinicamente relevante.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Hipertensão arterial sistêmica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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