Um paciente, 20 anos, teve uma fratura exposta de tíbia grau I de Gustillo-Anderson.
A pegadinha é trocar a cefalosporina de primeira geração por antibiótico de espectro inadequadamente amplo ou com cobertura errada.
Antibiótico precoce vem antes da sala operatória; não espere a indução anestésica.
Gustilo I e II pedem cobertura Gram-positiva; lesões mais graves podem exigir ampliação conforme protocolo local e contaminação.
Vacina e imunoglobulina antitetânica dependem do histórico vacinal e da natureza da ferida.
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Contexto
Fratura exposta é uma urgência ortopédica porque o foco fraturário comunica-se com o ambiente e pode ser inoculado no momento do trauma. O atendimento inicial combina avaliação do trauma, cobertura estéril da ferida, alinhamento e imobilização do membro, antibioticoprofilaxia intravenosa precoce, avaliação da profilaxia antitetânica e tratamento cirúrgico com irrigação, desbridamento e estabilização.
Na classificação de Gustilo-Anderson, o grau I apresenta ferida geralmente menor que 1 cm, baixa energia, pouca contaminação e dano limitado de partes moles. Para graus I e II, recomenda-se cobertura contra Gram-positivos com cefalosporina de primeira geração, como cefazolina ou cefalotina. A diretriz da AAOS de 2022 para prevenção de infecção em trauma de extremidades reforça a administração precoce de antibiótico e o desbridamento adequado. A antiga regra rígida de desbridar em seis horas perdeu força; a operação deve ocorrer com urgência, por equipe apropriada, sem atrasar antibiótico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Lavagem, desbridamento e profilaxia antitetânica pertencem ao manejo, mas ceftriaxona não é a escolha preferencial para uma fratura Gustilo I. O esquema de primeira linha é uma cefalosporina de primeira geração.
B) Incorreta. Ciprofloxacino não é o esquema padrão para grau I, e vacina antirrábica não tem relação com acidente automobilístico sem exposição animal. Além disso, simples lavagem e redução local não substituem desbridamento cirúrgico.
C) Incorreta. Vancomicina não deve substituir rotineiramente a cefalosporina de primeira geração e não se deve esperar a indução anestésica para iniciar profilaxia. Ela pode ser reservada para alergia grave a betalactâmico ou cenários selecionados de risco microbiológico.
D) Correta (gabarito). Cefalotina oferece cobertura adequada contra a flora Gram-positiva esperada no grau I; a avaliação antitetânica e o tratamento cirúrgico com lavagem, desbridamento, redução e estabilização completam a abordagem.
E) Incorreta. Ciprofloxacino não é primeira escolha no grau I. A prioridade é antibiótico adequado e desbridamento; redução imediata isolada antes da abordagem estruturada não trata a contaminação do foco.