Em relação à vacina tríplice viral, oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações,
Pegadinha central: dose zero protege durante o surto, mas não conta como dose da rotina.
Tríplice viral pode ser antecipada dos 6 aos 11 meses quando indicada pela autoridade sanitária.
Gestante não recebe vacina viva; após a vacinação, evitar gestação por um mês.
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Contexto
A tríplice viral contém vírus vivos atenuados contra sarampo, caxumba e rubéola. A Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026 mantém a dose de rotina aos 12 meses e a segunda dose aos 15 meses, conforme o produto utilizado no calendário. Em situação epidemiológica de risco, crianças de 6 a 11 meses podem receber uma dose antecipada, chamada dose zero.
A dose zero produz proteção no período de maior exposição, mas não substitui as doses de rotina, porque a resposta imune antes dos 12 meses pode ser reduzida por anticorpos maternos. Gestantes não devem receber a vacina, mesmo durante surtos, e mulheres vacinadas devem evitar gravidez por pelo menos um mês. Vacinação inadvertida na gestação não é indicação automática de interrupção da gravidez.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A dose zero é uma estratégia de bloqueio ou proteção antecipada e não é contabilizada como dose válida do esquema rotineiro. A criança deve receber novamente as doses previstas a partir dos 12 meses.
B) Incorreta. Por ser vacina de vírus vivo atenuado, a tríplice viral permanece contraindicada durante a gestação, inclusive em cenário de surto. A proteção da gestante suscetível deve se apoiar em redução de exposição e vacinação no puerpério.
C) Incorreta. Embora não integre o calendário rotineiro antes dos 12 meses, pode ser administrada entre 6 e 11 meses quando o Ministério da Saúde recomenda dose zero por risco epidemiológico.
D) Incorreta. A recomendação é evitar gravidez por pelo menos um mês após a vacinação, não por um ano. O intervalo decorre de precaução teórica relacionada ao vírus vivo atenuado.
E) Incorreta. Alergia à proteína do leite de vaca não contraindica a tríplice viral. As contraindicações relevantes incluem gestação, imunossupressão grave e anafilaxia a componente da formulação.