Paciente de 39 anos, com antecedente de dois partos cesáreas pré-termo devido à pré-eclâmpsia, deseja programar nova gravidez. É hipertensa crônica com bom controle pressórico.
Pegadinha central: prevenção de pré-eclâmpsia é AAS, não heparina, salvo síndrome antifosfolípide.
Inicie AAS após 12 semanas, preferencialmente antes de 16.
Na consulta pré-concepcional, suspenda fármacos fetotóxicos, como iECA e bloqueador do receptor de angiotensina.
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Contexto
Hipertensão crônica, antecedente de pré-eclâmpsia com parto pré-termo e idade materna de 39 anos colocam a paciente em alto risco de nova doença hipertensiva. Isso não contraindica automaticamente a gravidez, mas exige consulta pré-concepcional, revisão dos anti-hipertensivos, avaliação renal e cardiovascular e pré-natal de alto risco.
ACOG e USPSTF recomendam ácido acetilsalicílico em baixa dose para gestantes com um fator de alto risco, como hipertensão crônica ou pré-eclâmpsia prévia com desfecho adverso. Deve ser iniciado após 12 semanas, idealmente antes de 16 semanas, em dose definida pelo protocolo local. Heparina fica reservada a indicação trombótica ou síndrome antifosfolípide, não à prevenção isolada de pré-eclâmpsia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Hipertensão bem controlada aumenta o risco, mas não constitui contraindicação absoluta. É necessário otimizar medicação e excluir lesão de órgão-alvo relevante.
B) Incorreta. Idade materna avançada eleva riscos cromossômicos e obstétricos, mas não torna a gravidez proibida.
C) Incorreta. Heparina de baixo peso molecular não previne pré-eclâmpsia de rotina e só deve ser usada quando há indicação específica de anticoagulação.
D) Correta (gabarito). A paciente deve ser informada do alto risco de recorrência e, se engravidar, receber profilaxia com AAS em baixa dose e acompanhamento especializado.
E) Incorreta. Associação de AAS e heparina é indicada em cenários como síndrome antifosfolípide obstétrica, não apenas por hipertensão crônica e antecedente de pré-eclâmpsia.