Em relação à classificação da insuficiência cardíaca, segundo a American Heart Association (AHA), é correto afirmar que
Pegadinha central: ACC/AHA mede progressão da doença; NYHA mede limitação provocada pelos sintomas.
FE reduzida sem sintomas é estágio B, não estágio A.
Estágio D significa sintomas refratários apesar de tratamento otimizado e demanda avaliação para terapias avançadas.
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Contexto
A classificação ACC/AHA descreve a progressão biológica da insuficiência cardíaca e não deve ser confundida com a classe funcional da NYHA. A Diretriz AHA/ACC/HFSA de Insuficiência Cardíaca de 2022 organiza a doença em quatro estágios, que são progressivos e não retrocedem mesmo quando os sintomas melhoram.
A NYHA, por outro lado, mede limitação funcional. Dispneia aos pequenos esforços costuma corresponder à NYHA III, mas não define isoladamente o estágio ACC/AHA.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fração de ejeção de 36% já caracteriza alteração estrutural e disfunção sistólica. Se nunca houve sintomas, o paciente é estágio B; com sintomas atuais ou prévios, estágio C.
B) Incorreta. Hipertensão sem alteração estrutural e sem sintomas coloca a paciente no estágio A, pois existe risco aumentado, mas ainda não há pré-insuficiência cardíaca ou insuficiência cardíaca clínica.
C) Correta (gabarito). Miocardiopatia puerperal com fração de ejeção de 18% e quadro refratário ao tratamento clínico otimizado representa insuficiência cardíaca avançada, compatível com estágio D e necessidade de avaliação para terapias especializadas.
D) Incorreta. Alteração estrutural sem sintomas atuais ou prévios corresponde ao estágio B. O estágio C exige sintomas de insuficiência cardíaca presentes ou documentados no passado.
E) Incorreta. A frase descreve a classificação funcional NYHA, não o estadiamento ACC/AHA solicitado. Além disso, a intensidade da dispneia deve ser relacionada à limitação das atividades habituais para definir a classe funcional.