As infecções sexualmente transmissíveis são um grave problema de saúde pública no Brasil, devendo-se ter especial atenção à população adolescente.
Pegadinha central: hepatite B é uma IST, mas também é uma infecção transmitida pelo sangue.
Entre adolescentes e adultos, lembre do trio: relação sexual, exposição percutânea e uso compartilhado de material contaminado.
A vacinação é a principal medida de prevenção e também reduz a transmissão vertical quando associada à profilaxia adequada do recém-nascido exposto.
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Contexto
A hepatite B é uma infecção sexualmente transmissível, mas sua transmissão não depende de relação sexual. O vírus da hepatite B está presente principalmente no sangue, sêmen e secreções vaginais e pode atravessar pele ou mucosas lesionadas. O PCDT de Hepatite B e Coinfecções do Ministério da Saúde de 2023 e a OMS descrevem transmissão sexual, parenteral, percutânea e vertical.
Mesmo interpretando o comando como restrito às infecções adquiridas e desconsiderando a transmissão vertical, a hepatite B continua sendo a resposta inequívoca por suas vias percutânea e parenteral. A prevenção combina vacinação, preservativo, não compartilhamento de perfurocortantes, biossegurança e profilaxia pós-exposição quando indicada. Abraço, beijo, compartilhamento de utensílios, alimento e água não são vias habituais de transmissão.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A sífilis adquirida é transmitida principalmente pelo contato sexual direto com lesões infectantes. Existe transmissão vertical e a transmissão sanguínea é biologicamente possível, porém excepcional no cenário atual. A alternativa B é a melhor porque apresenta vias não sexuais frequentes, bem estabelecidas e epidemiologicamente relevantes.
B) Correta (gabarito). A hepatite B pode ser adquirida por exposição a sangue contaminado, compartilhamento de agulhas ou objetos perfurocortantes, procedimentos sem biossegurança e acidentes ocupacionais, além das vias sexual e vertical.
C) Incorreta. A gonorreia adquirida ocorre essencialmente por contato sexual com secreções infectadas. A transmissão durante o parto pode causar conjuntivite neonatal, mas esse mecanismo não transforma a gonorreia adquirida em uma infecção de transmissão parenteral ou por objetos.
D) Incorreta. O linfogranuloma venéreo é causado por sorovares invasivos de Chlamydia trachomatis e é transmitido por contato sexual, geralmente com inoculação em mucosa ou pele durante a relação. Não possui via parenteral relevante.
E) Incorreta. O cancro mole, causado por Haemophilus ducreyi, é transmitido pelo contato sexual com lesões ulceradas. Não é reconhecido como infecção de transmissão sanguínea, alimentar ou respiratória.