M.J.F., 42 anos, procura UBS com queixa de febre, mialgia, cefaleia e dor retrorbital há 2 dias. Relata que, na sua rua, ocorreram vários casos semelhantes nesta semana.
Pegadinha central: caso comum é semanal; óbito suspeito por dengue é imediato em até 24 horas.
Vários casos próximos exigem olhar territorial e articulação com a vigilância.
Notificar não substitui orientar sinais de alarme, retorno e eliminação de criadouros.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
Dengue é doença de notificação compulsória. Casos suspeitos não graves integram o fluxo de notificação semanal; óbitos suspeitos devem ser comunicados imediatamente, em até 24 horas, pelo meio mais rápido e depois registrados no SINAN. A identificação de vários casos na mesma rua também deve ser compartilhada com a vigilância para investigação de transmissão focal.
A atuação da UBS não termina na ficha. A Atenção Primária deve orientar hidratação e sinais de alarme, garantir reavaliação, localizar grupos vulneráveis e organizar ações territoriais com vigilância, agentes comunitários e controle vetorial, incluindo eliminação de criadouros e educação da população.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Notificação imediata não é a regra nacional para um caso simples sem gravidade ou óbito. Diante de possível surto local, a equipe pode comunicar rapidamente a vigilância, mas isso não transforma todo caso não grave em notificação imediata.
B) Correta (gabarito). O caso deve entrar na notificação semanal, e a UBS deve atuar também em prevenção, educação e mobilização no território onde surgiram casos semelhantes.
C) Incorreta. Atendimento individual é necessário, mas insuficiente. Dengue exige vigilância epidemiológica e resposta coletiva. Situação vacinal pode ser avaliada conforme a política vigente, mas não substitui notificação e controle vetorial.
D) Incorreta. Além de atribuir notificação imediata ao caso simples, reduz a vigilância a função burocrática e ignora prevenção e promoção da saúde.
E) Incorreta. A periodicidade está adequada para o caso não grave, mas a alternativa erra ao negar o dever territorial de prevenir novos casos.