Em relação à febre reumática, é correto afirmar que
Pegadinha central: o peso da artralgia nos critérios de Jones muda conforme o risco epidemiológico.
Coreia é critério maior e pode aparecer tardiamente, quando a evidência laboratorial de estreptococo já desapareceu.
Profilaxia secundária é penicilina benzatina; corticoide não substitui erradicação nem profilaxia.
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Contexto
A febre reumática é uma resposta imune tardia à faringite por estreptococo beta-hemolítico do grupo A, predominante entre 5 e 15 anos. O diagnóstico usa os critérios de Jones revisados pela American Heart Association em 2015, associados a evidência de infecção estreptocócica recente, salvo exceções como coreia isolada ou cardite indolente.
A questão usa a formulação tradicional de que artralgia é critério menor. Isso é correto no recorte clássico de baixo risco, mas as regras atuais dependem do risco epidemiológico. A profilaxia secundária é feita com penicilina benzatina em intervalos regulares, e não com corticoide.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Coreia de Sydenham é critério maior, pode surgir meses após a infecção e até ser manifestação isolada, mas não aparece em 80% a 90% dos casos iniciais.
B) Correta (gabarito). Artralgia integra os critérios menores no modelo tradicional. Pela revisão de 2015, poliartralgia é menor em populações de baixo risco e monoartralgia é menor em populações de risco moderado ou alto.
C) Incorreta. Febre é critério menor, com limiar dependente do risco epidemiológico, mas não é essencial isoladamente. O diagnóstico resulta da combinação de critérios e evidência de infecção estreptocócica.
D) Incorreta. A faixa mais acometida é a escolar, especialmente entre 5 e 15 anos. Primeiro episódio após os 40 anos é incomum.
E) Incorreta. Corticosteroides podem ser usados em cardite grave em protocolos selecionados, mas não previnem recorrência. A profilaxia é antibiótica, preferencialmente com penicilina benzatina.