Pegadinha central: a dor começa periumbilical e só depois migra para a fossa ilíaca direita.
Na sequência clássica, a dor costuma preceder o vômito.
Febre alta no início exige pensar em perfuração ou diagnóstico alternativo.
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Contexto
A apendicite começa com obstrução da luz, distensão e inflamação visceral. As aferências viscerais entram no nível de T10 e produzem dor mal localizada em região periumbilical. Quando a inflamação alcança o peritônio parietal, a dor migra e se localiza na fossa ilíaca direita.
Na fase inicial, são comuns anorexia, náusea e febre baixa ou moderada. Vômitos podem ocorrer, mas tipicamente surgem depois do início da dor. Febre alta, toxemia, rigidez ou dor difusa devem levantar perfuração, abscesso ou outro diagnóstico. Entre as opções, dor periumbilical, febre moderada e anorexia é a combinação mais característica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Dor localizada em fossa ilíaca direita corresponde à fase somática após migração. Febre alta e prostração sugerem doença avançada ou complicação.
B) Incorreta. A dor pode começar no epigástrio em alguns pacientes, mas intensidade extrema e vômitos como tríade central não representam o padrão inicial mais típico.
C) Incorreta. Dor abdominal difusa e febre alta não são a apresentação inicial clássica e podem sugerir peritonite.
D) Incorreta. A localização periumbilical está correta, mas febre alta é discordante da fase inicial. Vômito é frequente, porém anorexia é mais constante no recorte cobrado.
E) Correta (gabarito). Dor visceral periumbilical, febre baixa a moderada e anorexia correspondem ao início clássico antes da irritação do peritônio parietal.