Um paciente de 65 anos apresenta dor, distensão abdominal e vômitos repetidos há 2 dias. Não evacua e não elimina flatos há 3 dias. Os exames de imagem mostram distensão de intestino delgado e fezes em reto.
A pegadinha é operar pelo tempo de evolução. Quem indica urgência são sofrimento de alça, perfuração, peritonite ou instabilidade.
Fezes no reto não excluem obstrução proximal recente.
Conduta inicial: jejum, cristaloide, eletrólitos e descompressão nasogástrica.
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Contexto
Dor, distensão, vômitos e parada de fezes e flatos, associados à dilatação do intestino delgado, caracterizam obstrução intestinal mecânica. A presença de fezes no reto não exclui obstrução, pois o conteúdo localizado distalmente ao bloqueio ainda pode ser eliminado ou permanecer visível nos exames.
Na ausência de instabilidade, peritonite, perfuração ou sinais de isquemia, a abordagem inicial inclui:
Cirurgia urgente é necessária diante de irritação peritoneal, perfuração, hérnia encarcerada, alça fechada com sofrimento vascular, acidose, instabilidade ou deterioração clínica. O tempo de sintomas isoladamente não determina laparotomia.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Exames laboratoriais, hidratação, correção dos eletrólitos e descompressão por sonda nasogástrica constituem a abordagem inicial adequada.
B) Incorreta. Dois dias de sintomas não são indicação isolada de laparotomia. É necessário procurar sinais de estrangulamento ou falha do tratamento conservador.
C) Incorreta. Sonda nasoenteral para alimentação não descomprime adequadamente o estômago, e antibiótico profilático não é rotina em obstrução simples sem isquemia ou perfuração.
D) Incorreta. Ileostomia não é conduta padronizada para toda distensão do delgado. O procedimento depende da etiologia e da viabilidade intestinal encontrada.
E) Incorreta. A tomografia é útil após a estabilização, mas a maioria dos casos não exige obrigatoriamente cirurgia imediata, especialmente quando a causa provável é aderencial e não há sinais de complicação.