Diabetes Mellitus (DM) é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais importantes do mundo, sendo o conhecimento a seu respeito fundamental para o médico e para outros profissionais da saúde.
A pegadinha é esquecer o fígado. Na resistência insulínica, ele continua produzindo glicose apesar da hiperglicemia.
Diabetes tipo 2 combina resistência insulínica com falência progressiva das células beta.
A dislipidemia típica apresenta triglicerídeos altos e HDL baixo.
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Contexto
O diabetes mellitus tipo 2 decorre da interação entre predisposição genética, excesso de tecido adiposo, sedentarismo, envelhecimento e outros fatores ambientais. O componente hereditário é relevante, embora não determine isoladamente o aparecimento da doença.
A alteração inicial predominante é a resistência à insulina. O pâncreas aumenta a secreção para compensá-la, mas, com o tempo, ocorre perda progressiva da função das células beta e a produção torna-se insuficiente.
A inflamação metabólica associada à obesidade é crônica e de baixo grau. A dislipidemia típica combina triglicerídeos e VLDL elevados, HDL reduzido e partículas de LDL pequenas e densas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O diabetes tipo 2 apresenta forte componente genético e não é uma doença exclusivamente causada pelo estilo de vida.
B) Incorreta. O processo costuma produzir inflamação crônica de baixo grau, não inflamação sistêmica de alto grau com elevação obrigatória da ferritina.
C) Correta (gabarito). A resistência à insulina reduz a captação periférica de glicose e impede a supressão adequada da produção hepática, elevando a glicemia.
D) Incorreta. Destruição autoimune de células beta caracteriza diabetes tipo 1. No tipo 2 ocorre disfunção progressiva, sem autoimunidade típica.
E) Incorreta. Os ácidos graxos livres aumentam, mas o padrão habitual é elevação de triglicerídeos e VLDL, redução de HDL e alteração qualitativa da LDL.