Uma criança de dois anos de idade teve, há 10 dias, um quadro diarreico. Foi internado há 48h, apresentando plaquetopenia, queda do hematócrito e insuficiência renal.
A pegadinha é olhar apenas para a insuficiência renal. Pós-diarreia com anemia e plaquetopenia indica SHU.
Esquizócitos e DHL elevada confirmam hemólise microangiopática.
O tratamento é de suporte; diálise pode ser necessária nos casos graves.
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Contexto
A síndrome hemolítico-urêmica típica ocorre geralmente cinco a dez dias após gastroenterite por bactéria produtora de toxina Shiga, especialmente Escherichia coli entero-hemorrágica.
A toxina lesa o endotélio microvascular, sobretudo nos rins, levando à formação de microtrombos. As hemácias são fragmentadas ao atravessar esses vasos, enquanto as plaquetas são consumidas.
O tratamento é predominantemente de suporte, com controle de volume, eletrólitos, pressão arterial e indicação de diálise quando necessária. Transfusão de concentrado de hemácias pode ser necessária; plaquetas ficam reservadas a sangramento relevante ou procedimento invasivo.
Na suspeita de infecção por bactéria produtora de toxina Shiga, antibióticos e antiperistálticos não devem ser utilizados rotineiramente, pois podem aumentar a exposição à toxina em alguns cenários.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Diarreia prévia seguida por anemia, plaquetopenia e insuficiência renal forma a tríade da síndrome hemolítico-urêmica.
B) Incorreta. Glomerulonefrite pós-estreptocócica provoca síndrome nefrítica com hematúria, edema e hipertensão, mas não causa tipicamente anemia hemolítica e plaquetopenia.
C) Incorreta. Refluxo vesicoureteral favorece infecções urinárias e cicatrizes renais crônicas, não microangiopatia trombótica aguda.
D) Incorreta. Síndrome nefrótica apresenta proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, sem a tríade hematológica.
E) Incorreta. Pielonefrite causa febre, dor lombar e alterações urinárias, mas não explica plaquetopenia e hemólise microangiopática.