Um menino de dois anos tem uma pneumonia, com derrame pleural extenso, causada por estafilococo. Ele encontra-se acordado com sinais moderados de desconforto respiratório e com cateter nasal de oxigênio a 3L/min. Em decorrência do quadro, há necessidade de drenagem torácica e, ao preparar o material, o cirurgião passa orientações ao residente.
A pegadinha é imaginar que um dreno colocado em qualquer ponto esvaziará todas as loculações. Derrame septado deve ser mapeado por ultrassom.
Empiema exige controle da infecção e drenagem adequada do foco.
Intubação depende da condição respiratória, não do simples fato de colocar um dreno.
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Contexto
Derrame parapneumônico extenso causado por Staphylococcus aureus pode evoluir rapidamente para empiema, com pus, fibrina, septações e loculações pleurais. Quando o líquido é volumoso, purulento, loculado ou causa desconforto respiratório, a drenagem torácica integra o controle do foco.
A ultrassonografia identifica líquido livre, septos, coleções e a profundidade até a pleura. O exame permite escolher o ponto de inserção que alcance a maior loculação acessível e reduz risco de lesão pulmonar, diafragmática ou abdominal.
O procedimento exige analgesia e anestesia local, com sedação conforme idade, cooperação e estabilidade respiratória. Em crianças, drenos de pequeno calibre costumam ser eficazes, mas o tamanho deve ser suficiente para o conteúdo e não deve ser escolhido apenas pelo princípio de que quanto menor, melhor.
Derrames loculados podem exigir fibrinolítico intrapleural ou videotoracoscopia quando a drenagem inicial não é adequada. Intubação fica reservada a falência respiratória, exaustão ou necessidade anestésica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A drenagem pleural é dolorosa e exige anestesia local e analgesia. Inflamação não elimina a ação do anestésico, embora possa exigir técnica e dose adequadas.
B) Incorreta. Drenos pequenos apresentam vantagens, mas o calibre deve permitir drenagem eficaz. Um dreno fino demais pode obstruir com pus ou fibrina.
C) Incorreta. Toracocentese isolada é insuficiente em derrame extenso, purulento ou loculado, pois não mantém drenagem contínua.
D) Correta (gabarito). A ultrassonografia orienta o dreno para a coleção acessível, identifica loculações e aumenta a precisão e a segurança do procedimento.
E) Incorreta. Intubação não é requisito para drenagem. A criança acordada e moderadamente dispneica pode realizar o procedimento com analgesia, sedação e monitorização apropriadas.