Com as novas práticas obstétricas e o aumento das indicações de cesariana, o uso do fórceps vem reduzindo, mas este ainda é um instrumento imprescindível em algumas situações.
A pegadinha é a palavra posterior. Occípitossacra continua sendo uma variedade direta.
Piper lembra cabeça derradeira no parto pélvico.
Simpson é fórceps de tração; Kielland é fórceps de rotação.
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Contexto
As variedades de posição cefálica são definidas pela relação do occipício fetal com a pelve materna. Occipitopúbica é a variedade direta anterior, enquanto occípitossacra é a variedade direta posterior. Em ambas, o occipício já se encontra no diâmetro anteroposterior, sem rotação oblíqua necessária para alcançar uma posição direta.
A aplicação exige dilatação completa, membranas rotas, apresentação cefálica insinuada, posição conhecida, pelve adequada, bexiga vazia e possibilidade de cesariana de resgate.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A variedade occípitossacra é direta posterior. O occipício já está alinhado ao diâmetro anteroposterior e não precisa de rotação oblíqua para tornar-se direto.
B) Incorreta. O fórceps de Piper é destinado à cabeça derradeira no parto pélvico, não à apresentação cefálica occipitopúbica.
C) Incorreta. O Simpson é predominantemente um fórceps de tração e não se caracteriza por grande rotação em movimento de chave na fechadura.
D) Incorreta. Variedades posteriores oblíquas podem exigir rotação, situação para a qual o Kielland é mais apropriado que o Simpson.
E) Incorreta. A manobra de Lachapelle relaciona-se à introdução articulada das colheres do fórceps e não corresponde ao duplo movimento de abaixamento e torção descrito.