Uma criança de dez anos de idade apresenta quadro de abdome agudo, após período de dois dias com febre, vômitos e importante distensão do abdome.
A pegadinha é interpretar urgência como permissão para excluir a família. Informe sempre que houver tempo clínico seguro.
Reposição volêmica inicial é feita com cristaloide isotônico.
Gasometria e lactato ajudam quando há suspeita de hipoperfusão ou sofrimento intestinal, não precisam ser automáticos em toda dor abdominal.
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Contexto
O abdome agudo pediátrico exige avaliação rápida e simultânea de via aérea, respiração, circulação, perfusão, hidratação e sinais de irritação peritoneal. Febre, vômitos e distensão importante levantam hipóteses como obstrução, perfuração, apendicite complicada, invaginação, pancreatite e infecção intra-abdominal.
Conforme o estado clínico, a abordagem inclui jejum, acesso venoso, analgesia, reposição com cristaloide isotônico e descompressão gástrica. Os exames devem investigar repercussões e hipóteses específicas.
A comunicação com os responsáveis deve ocorrer mesmo em situações urgentes, adaptando-se ao tempo disponível. A criança também deve receber explicação compatível com sua idade. Em emergência com risco imediato, quando não há responsável disponível ou não existe tempo seguro para esperar, o tratamento necessário pode ser realizado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A urgência não elimina automaticamente o dever de informar a família. Laparotomia sem consentimento fica reservada à emergência imediata em que aguardar represente risco grave.
B) Incorreta. A criança deve ser informada de maneira adequada à idade, mas a alternativa não contempla avaliação e estabilização e inclui radiografia de tórax sem justificativa clínica apresentada.
C) Incorreta. A sonda pode ser indicada para descompressão, mas nenhum procedimento é isento de risco. Prometer ausência de perfuração é informação inadequada.
D) Correta (gabarito). Os exames investigam infecção, distúrbios hidroeletrolíticos, repercussão metabólica e pancreatite, e a comunicação prévia com a família respeita o dever de informação.
E) Incorreta. A expansão inicial utiliza solução cristaloide isotônica. Solução salina hipertônica não é empregada rotineiramente para reposição volêmica no abdome agudo.