A imagem a seguir foi publicada em um artigo de 1961, no jornal Americano de Saúde Pública.

Nesse estudo histórico, usando a vacina inativada da pólio foi observado um efeito protetor da vacinação além do efeito previsto.
A pegadinha é confundir nível de prevenção com efeito populacional. Proteção indireta dos não vacinados é imunidade de rebanho.
A área entre os casos esperados e observados representa o benefício indireto.
O efeito depende de cobertura vacinal, efetividade contra transmissão e contagiosidade do agente.
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Contexto
A vacinação produz proteção direta ao reduzir o risco de adoecimento da pessoa imunizada. Quando também diminui a circulação do agente infeccioso, reduz a probabilidade de exposição dos indivíduos suscetíveis que não foram vacinados.
Na imagem, a linha vermelha representa o número esperado de casos caso o benefício estivesse limitado aos vacinados. A linha azul mostra os casos realmente observados, muito abaixo do esperado. A área entre as curvas representa a proteção indireta obtida pela interrupção de cadeias de transmissão.
A magnitude desse efeito depende da cobertura, da efetividade da vacina contra infecção e transmissão e da contagiosidade do agente. Vacinas que impedem apenas doença clínica, mas pouco interferem na transmissão, produzem menor proteção coletiva.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Imunidade secundária não é a denominação epidemiológica desse efeito populacional.
B) Incorreta. Vacinação secundária não corresponde a um conceito reconhecido para a proteção indireta mostrada.
C) Correta (gabarito). A redução de casos além do previsto pela proteção individual demonstra imunidade de rebanho, que beneficia inclusive pessoas não vacinadas.
D) Incorreta. A vacinação é uma medida de prevenção primária, mas essa expressão classifica o nível preventivo e não nomeia o efeito coletivo mostrado no gráfico.
E) Incorreta. Prevenção secundária corresponde à detecção e intervenção precoces após o início do processo patológico.