A pegadinha é confundir aborto precoce isolado com perda fetal. Óbito fetal após 10 semanas indica investigação para síndrome antifosfolípide.
Os anticorpos precisam permanecer positivos após intervalo mínimo de 12 semanas.
Necrose por varfarina lembra deficiência de proteína C, uma trombofilia hereditária.
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Contexto
A principal trombofilia adquirida associada a complicações obstétricas é a síndrome antifosfolípide. A investigação deve ser orientada por manifestações clínicas compatíveis, porque painéis indiscriminados produzem resultados de interpretação difícil e raramente modificam a conduta.
A confirmação laboratorial exige anticoagulante lúpico, anticardiolipina ou anticorpo anti-beta-2-glicoproteína I persistentemente positivos em duas coletas separadas por pelo menos 12 semanas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Trombose venosa após trauma possui fator precipitante evidente e não indica, isoladamente, pesquisa de trombofilia adquirida.
B) Incorreta. Um único abortamento precoce é frequente e, sem outros elementos, não justifica investigação para síndrome antifosfolípide.
C) Incorreta. História familiar de tromboembolismo direciona principalmente para trombofilias hereditárias, não para a forma adquirida.
D) Incorreta. Necrose cutânea associada ao início de antagonista da vitamina K sugere deficiência de proteína C ou, menos frequentemente, proteína S, ambas hereditárias.
E) Correta (gabarito). Perda fetal tardia, especialmente a partir de 10 semanas, é manifestação obstétrica clássica que indica investigação para síndrome antifosfolípide.