Menina de 11 anos apresenta peso de 39 Kg, altura de 144 cm e seu índice de massa corporal é de 23 Kg/m2. Ela passou por consulta com dois médicos que prescreveram medicamentos “para emagrecer”.
A pegadinha é aceitar o IMC fornecido sem recalcular. O IMC correto é aproximadamente 18,8 kg/m², não 23.
Em pediatria, o IMC precisa ser colocado na curva para idade e sexo.
A questão foi anulada e não possui alternativa oficial válida.
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Contexto
Em crianças e adolescentes, o índice de massa corporal deve ser calculado e depois interpretado em curva específica para idade e sexo. Não se aplicam diretamente os limites fixos utilizados em adultos.
Há, portanto, inconsistência matemática no enunciado. Além disso, faltam idade em meses e posicionamento na curva de IMC para idade, elementos necessários para classificar eutrofia, sobrepeso ou obesidade.
Quando excesso de peso é confirmado e não há complicações graves, o tratamento começa com intervenção familiar: alimentação adequada, redução de bebidas açucaradas e ultraprocessados, sono regular, diminuição do comportamento sedentário e oportunidade diária de atividade física.
Medicamentos podem ser considerados em adolescentes selecionados com obesidade confirmada, dentro de indicação etária, avaliação de comorbidades e acompanhamento especializado. Não devem ser mantidos apenas porque foram prescritos, sem diagnóstico e reavaliação de segurança.
A questão foi anulada porque os dados antropométricos são incompatíveis e não permitem definir a condição nutricional. A alternativa E descreve uma orientação geral saudável, mas não corrige a falha diagnóstica do item.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não se deve manter medicamento para emagrecimento sem confirmar o diagnóstico, conhecer o fármaco, verificar indicação etária e avaliar riscos.
B) Incorreta. Atividade física é recomendada, mas academia e psicoterapia não são obrigatórias para todas as crianças nem substituem avaliação nutricional e familiar.
C) Incorreta. Exames metabólicos podem ser indicados conforme a classificação e os fatores de risco, mas ansiolítico não deve ser iniciado sem diagnóstico específico.
D) Incorreta. Tomografia da sela túrcica e cariótipo não pertencem à investigação inicial rotineira do excesso de peso. Causas endócrinas costumam ser suspeitadas quando há baixa velocidade de crescimento linear.
E) Incorreta. Alimentação adequada e exercícios seriam medidas iniciais apropriadas se o excesso de peso fosse confirmado, mas os dados inconsistentes impedem considerá-la resposta oficial correta.