Um médico assistente é o responsável por comunicar ao paciente que os resultados dos exames mostraram o diagnóstico de câncer metastático.
A pegadinha é acreditar que sinceridade significa despejar toda a informação. Verdade deve ser comunicada no ritmo que o paciente consegue receber.
Use blocos curtos e peça ao paciente que explique o que entendeu.
Quando não houver cura, ainda existem tratamento, conforto e planejamento.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
Comunicar câncer metastático exige preparação, respeito às preferências do paciente e transmissão gradual da informação. O protocolo SPIKES organiza a conversa em seis etapas:
O paciente capaz pode preferir receber informações gradualmente ou indicar alguém de confiança para participar. Esse direito não autoriza esconder dados necessários de forma indefinida, mas exige negociação respeitosa sobre o momento e a quantidade de informação.
Câncer sem possibilidade curativa continua tendo tratamento. Controle tumoral, alívio de sintomas, cuidados paliativos, apoio psicológico e planejamento terapêutico devem ser apresentados para evitar a sensação de abandono.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A informação não deve ser imposta a qualquer custo quando o paciente capaz expressa que não deseja recebê-la naquele momento. É necessário explorar sua preferência e combinar como prosseguir.
B) Incorreta. Ausência de cura não significa ausência de cuidado. Permanecem opções de controle da doença, tratamento de sintomas e suporte paliativo.
C) Incorreta. Objetividade não significa pressa. A conversa deve oferecer pausas, silêncio, perguntas e oportunidade de expressão emocional.
D) Incorreta. Termos técnicos sem adaptação impedem compreensão e comprometem a autonomia, mesmo quando a informação é cientificamente correta.
E) Correta (gabarito). Linguagem compatível com o vocabulário do paciente, frases curtas e checagem frequente do entendimento reduzem confusão e permitem ajustar o ritmo da conversa.