Um homem saudável de 48 anos comparece à UBS para realizar o PSA, pois viu, em um anúncio, que deve realizar tal exame para se proteger do câncer de próstata. Ele consultou-se com o médico da família e comunidade e relatou que vinha fazendo o PSA todos os anos, parou na pandemia e, agora, gostaria de fazer novamente. Considerando que o PSA é um exame que apresenta elevado risco ao paciente devido ao seu baixo valor preditivo positivo, em relação ao desejo desse paciente em realizar o PSA, assinale a conduta correta.
A pegadinha é escolher entre pedir e negar automaticamente. PSA exige decisão compartilhada.
Resultado elevado não significa necessariamente câncer clinicamente relevante.
A conversa deve incluir falso positivo, biópsia, sobrediagnóstico, sobretratamento e pequena magnitude do benefício.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O PSA pode detectar câncer de próstata em fase assintomática, mas possui baixa especificidade: hiperplasia benigna, inflamação, manipulação prostática e variação biológica podem elevá-lo. Um resultado alterado pode levar a repetição de exames, ressonância e biópsia, com risco de infecção, sangramento e ansiedade.
O rastreamento também produz sobrediagnóstico, que é a identificação de tumores que nunca causariam sintomas ou morte. O possível benefício na redução de mortalidade é pequeno e aparece após anos, enquanto os danos podem ocorrer imediatamente. Por isso, a decisão deve ser compartilhada e considerar idade, expectativa de vida, risco individual, valores e preferências.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Preservar a relação não significa atender automaticamente ao pedido sem discutir riscos e benefício provável.
B) Incorreta. Negar unilateralmente o exame mantém uma postura paternalista. Materiais educativos devem apoiar, e não substituir, a decisão compartilhada.
C) Incorreta. O médico de família pode conduzir a discussão e não precisa transferir a decisão ao urologista.
D) Incorreta. A alternativa informa alguns danos, mas já pressupõe a solicitação antes de saber se, após a conversa, o paciente realmente deseja realizá-la.
E) Correta (gabarito). A conduta adequada é apresentar benefícios e danos de forma equilibrada, explorar preferências e decidir conjuntamente sobre a realização do PSA.