Taquiarritmias

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Questão 16
ENARE · 2024

Uma mulher de 58 anos apresentou-se à sala de emergência com palpitações intensas, dor torácica e dispneia. Ela relatou que as palpitações começaram repentinamente enquanto estava em repouso em casa. Não havia histórico prévio de arritmias. A seguir está o eletrocardiograma realizado: 

Figura da questão 16 da ENARE 2024
Figura da questão

Sinais vitais: frequência cardíaca estimada em cerca de 150 bpm; pressão arterial: 80/50 mmHg.

Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta adequada para esse caso.
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O eletrocardiograma anexado mostra taquicardia de complexos estreitos, ritmo ventricular regular próximo de 150 bpm e atividade atrial com aspecto serrilhado, sobretudo nas derivações inferiores. Esse conjunto é mais compatível com flutter atrial com condução atrioventricular 2:1 do que com fibrilação atrial, que produziria intervalos RR irregularmente irregulares.

A conduta, entretanto, é determinada primeiro pela estabilidade hemodinâmica. Pressão de 80 por 50 mmHg, dor torácica e dispneia representam hipotensão e possível isquemia ou insuficiência cardíaca aguda causadas pela taquiarritmia. Nessa situação, está indicada cardioversão elétrica sincronizada imediata. A sedação breve pode ser realizada se a paciente estiver consciente e se isso não atrasar o choque.

A banca classificou o traçado como fibrilação atrial e marcou a alternativa B. Embora o diagnóstico eletrocardiográfico seja discutível, essa é a única opção que apresenta o tratamento elétrico apropriado para a instabilidade.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Mesmo que fosse uma taquicardia supraventricular, hipotensão e dor torácica impedem aguardar cardioversão farmacológica. A prioridade seria cardioversão elétrica sincronizada.

B) Correta (gabarito). Apresenta a cardioversão elétrica, que é a conduta necessária diante da instabilidade. O choque deve ser sincronizado; o traçado, contudo, parece mais compatível com flutter atrial 2:1 do que com fibrilação atrial.

C) Incorreta. O diagnóstico de flutter é plausível, mas desfibrilação não sincronizada é inadequada em paciente com pulso. Deve-se sincronizar o choque ao complexo QRS.

D) Incorreta. Taquicardia sinusal mantém ondas P sinusais antes de cada QRS e geralmente representa resposta gradual a uma causa subjacente. O início súbito e a atividade atrial anormal afastam essa hipótese.

E) Incorreta. Cardioversão química não deve atrasar a cardioversão elétrica em paciente hipotensa, dispneica e com dor torácica.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é separar ritmo e gravidade. Qualquer taquiarritmia responsável por instabilidade exige cardioversão sincronizada.

  • Ritmo regular próximo de 150 bpm deve levantar suspeita de flutter atrial com condução 2:1.

  • Desfibrilação é não sincronizada e fica reservada principalmente à fibrilação ventricular e à taquicardia ventricular sem pulso.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Taquiarritmias” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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