Mulher de 55 anos já não menstruava havia dois anos, entretanto, há cerca de um mês, vem apresentando sangramentos esporádicos de moderada intensidade, associados a cólicas. Como comorbidades, apresenta diabetes e hipertensão. Nega terapia hormonal. Ao exame ginecológico, não apresenta alterações, exceto discreta atrofia da mucosa vaginal. No ultrassom transvaginal observava-se endométrio de 9 mm.
A pegadinha é atribuir o sangramento à atrofia apesar do endométrio espessado. Acima de 4 mm exige amostragem.
Sangramento recorrente deve ser investigado mesmo quando o endométrio é fino.
Histeroscopia é especialmente útil para pólipos e outras lesões focais.
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Contexto
Sangramento vaginal ocorrido após 12 meses de amenorreia é definido como sangramento pós-menopausa e deve ser investigado para excluir hiperplasia e câncer endometrial. Atrofia vaginal é uma causa frequente, mas não pode ser presumida antes da avaliação do endométrio.
A ultrassonografia transvaginal mede a espessura endometrial. Em primeiro episódio de sangramento, um endométrio homogêneo com até 4 mm apresenta probabilidade muito baixa de câncer. Valores superiores a 4 mm exigem amostragem histológica.
Nesta paciente, o endométrio mede 9 mm. Diabetes e hipertensão aumentam a preocupação com doença endometrial, tornando inadequado o tratamento empírico sem histologia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Lubrificante pode ajudar sintomas de atrofia, mas não explica nem autoriza ignorar um endométrio espessado em paciente com sangramento pós-menopausa.
B) Correta (gabarito). Histeroscopia com biópsia dirigida permite visualizar a cavidade, detectar lesões focais e obter material para diagnóstico histológico.
C) Incorreta. Não há imagem demonstrando mioma submucoso. A causa precisa ser confirmada antes de qualquer miomectomia.
D) Incorreta. Histerectomia é tratamento de hiperplasia atípica ou câncer confirmados, não conduta inicial sem anatomopatológico.
E) Incorreta. Progestagênio empírico atrasaria a exclusão de hiperplasia atípica e neoplasia.